Então é Natal e o Ano Novo está ali, bem na nossa frente, todo rebolante e chamando nossa atenção!!!
E 2013 puf, vai virar pó. Ainda dá tempo de fazer muita coisa, mas não dá tempo de fazer tudo... Não sei se já contei aqui, mas tenho uma voz (que eu a chamo de vozinha) que me acompanha e que com certa frequência me visita e antecipa umas novidades da minha vida.
Em outubro/12, estava eu, descendo a Grão Mogol, rumo ao trabalho e lá veio ela... Parece uma pessoa, que te conta um segredo no ouvido, e disse assim:
- Rinara, se prepara. 2013 vai ser punk. Você vai ficar sem empregada por um tempo e você vai ficar desempregada, chegou a hora.
- Como em todas as vezes, eu viro para ela e respondo: valeu bacana! Só notícia boa hein, mas obrigada... Vamos lá!
E mais uma vez, ela acertou.... como em tantas outras....
Em novembro/12 a empregada pede conta e eu fico sozinha até março. Aula, horário, revolução na minha vida, mas passou e tudo se resolveu. O que me trouxe? Mais servir, mais dispor, mais aprender, mais de mim para meus filhos.
Em setembro/13 fiquei desempregada. Foi uma boa revolução, me sacudiu, me despertou e muito me libertou. As janelas se abriram e muito mais que isso, eu me abri e estou deixando o novo entrar... e ele vem entrando com força e com vontade.
No intervalo dos 2 acontecimentos muitos outros se sucederam, mas não foram anunciados... Tive que cuidar da depressão. Tive que experimentar a dor de me separar de pessoas que gosto muito de uma forma, eu diria, até meio traumática. Tive que reconhecer meus erros e pedir perdão. Tive que colocar limite nas relações. Tive que experimentar novas convivências e amizades. Tive que aprender a criar alternativas para minha vida, para meus pensamentos ruins, para mim mesma.
Hoje começo a me despedir de 2013 agradecida, livre, leve, solta! Cheia de novidades que antes não tinha ou não enxergava.
Deixo de ser lagarta. Largo para trás o ar cansado, desmotivado e meio que entregue à minha "falta de sorte", que tomou conta de mim nestes últimos anos.
Transformei borboleta. Voando em novos sonhos, novas possibilidades e novas alternativas que estou criando para minha vida. Hoje tenho uma nova imagem, estou viva de novo! Segundo o Guilherme saí de casa Brasileira e voltei Francesa, mas muito mais que isso, estou madura. Como diz uma amiga:
- Quando você conhecer a maturidade dos 40, nem vai sentir falta do corpinho de 20. Duvidei, mas como ela estava certa!!!
E...
Em 2014 terei que ser ainda mais forte que fui até agora.
Em 2014 quero ser ainda mais forte que fui até agora.
Em 2014 quero realizar sonhos descobertos em 2013.
Em 2014 quero ajudar as pessoas a se transformarem borboleta!
Novos desafios, novas experiências na vida, nova forma de trabalhar e de ver a vida, é o que me espera bem ali na próxima esquina.
E para você e para 2014, eu desejo o necessário! Um dia li isso, a gente não precisa de muito, apenas do necessário! Amém...
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Que sejam felizes até que....
Eu tenho um problema sério, seríssimo com casamento! Ao receber o convite, já me sinto a noiva. Fico dias pensando só nisso... no vestido, no sapato, na festa, como tudo será.
Este problema seríssimo me acompanha desde a infância... sempre sonhei com casamento, com o dia do meu casamento, como seria e como continuaria...
O meu casamento começou lindo, lindo mesmo. Tudo perfeito. Vestido perfeito, noivo perfeito, cerimônia perfeita. Só não teve festa e isso não recomendo para ninguém. Casou tem que festejar. Festa de gala!
O meu casamento transcorreu como todos os outros, ou a maioria (não sei). Altos e baixos, amor e ódio, vontade de ficar e vontade de sumir. Enfim, muito diferente do sonhado, mas muito real.
O meu casamento acabou antes da hora. Não posso dizer que acabou mal, porque ele me deixou muito crescimento, aprendizado, amor, filhos lindos e ótimos. Ele acabou pela vontade de Deus, que buscou meu marido e levou-o de volta para o céu... e desde então meu sério problema com casamento só aumentou!!!
Hoje além de ter sério problema com casamento, EU MORRO DE INVEJA DA NOIVA, tenho que ficar na beirada do banco para ver o cortejo, tenho que prestar atenção em tudo, tenho que ficar lá sonhando com a vida dos noivos, com uma vida para os noivos... Sabem que fica até muito engraçado. Eu choro, eu rio, eu concordo, eu discordo. Me desanima ver esse tom comercial que a celebração religiosa se tornou. Fotos, filmagens, puxa e estica véu, enfim... muitos vão para ver o desfile, poucos vão para ver e abençoar a cerimônia. Cerimônia linda... "ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor"....
Outro dia revivi todas essas sensações. Mais um momento feliz! Mais um momento quase noiva! Teve casamento para eu ir!!! Na igreja chego à conclusão que nasci para casar, acho este evento lindo demais. O mais lindo de todos os lindos... Choro, sorrio, me recordo do meu, desejo outros tantos, para ir, para mim e para todas que também tem este sonho. Toda mulher que sonha em casar, tinha que ter o direito de realizar. Com pompas e circunstâncias! Vestido, véu, buquê, festa, valsa e bolo. A vida tem que ser assim. Todos os símbolos comemorados, tudo colocado no seu devido lugar. E que em todo lugar tenha festa e que a festa seja de arrasar.
Mais um dia muito feliz aqui no brejo, foi lindo!
Parabéns aos noivos! Para eles desejo amizade, respeito, fraternidade e paz... Nada daquilo de continuar como quando eram namorados. Deem ao casamento a dimensão e o valor que ele tem. Construção. Deem um ao outro aquele pouquinho a mais que a gente guarda para quem merece.
Não posso encerrar este post sem contar para vocês o melhor de todos os acontecimentos. Fui de acompanhante do meu namorado, pois não conhecia NINGUÉM, num casamento de alguém da família dele. Eu simplesmente chorei do início ao fim, de soluçar!
Na recepção a mãe do noivo chegou perto e disse assim:
- Rinara, você estava parecendo a namorada que foi abandonada e veio se certificar que o ex estava mesmo casando.
Só rindo né... e quem não quiser passar vergonha, fique longe de mim, porque vou "aprontar".... com todo meu entusiamos. A maquiagem que se segure...
Vai casar? Que tal me convidar!?!? Só não disputo (à tapa) o buquê por vergonha!!!
Sermão do Padre na maioria dos casamentos...
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."
Este problema seríssimo me acompanha desde a infância... sempre sonhei com casamento, com o dia do meu casamento, como seria e como continuaria...
O meu casamento começou lindo, lindo mesmo. Tudo perfeito. Vestido perfeito, noivo perfeito, cerimônia perfeita. Só não teve festa e isso não recomendo para ninguém. Casou tem que festejar. Festa de gala!
O meu casamento transcorreu como todos os outros, ou a maioria (não sei). Altos e baixos, amor e ódio, vontade de ficar e vontade de sumir. Enfim, muito diferente do sonhado, mas muito real.
O meu casamento acabou antes da hora. Não posso dizer que acabou mal, porque ele me deixou muito crescimento, aprendizado, amor, filhos lindos e ótimos. Ele acabou pela vontade de Deus, que buscou meu marido e levou-o de volta para o céu... e desde então meu sério problema com casamento só aumentou!!!
Hoje além de ter sério problema com casamento, EU MORRO DE INVEJA DA NOIVA, tenho que ficar na beirada do banco para ver o cortejo, tenho que prestar atenção em tudo, tenho que ficar lá sonhando com a vida dos noivos, com uma vida para os noivos... Sabem que fica até muito engraçado. Eu choro, eu rio, eu concordo, eu discordo. Me desanima ver esse tom comercial que a celebração religiosa se tornou. Fotos, filmagens, puxa e estica véu, enfim... muitos vão para ver o desfile, poucos vão para ver e abençoar a cerimônia. Cerimônia linda... "ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor"....
Outro dia revivi todas essas sensações. Mais um momento feliz! Mais um momento quase noiva! Teve casamento para eu ir!!! Na igreja chego à conclusão que nasci para casar, acho este evento lindo demais. O mais lindo de todos os lindos... Choro, sorrio, me recordo do meu, desejo outros tantos, para ir, para mim e para todas que também tem este sonho. Toda mulher que sonha em casar, tinha que ter o direito de realizar. Com pompas e circunstâncias! Vestido, véu, buquê, festa, valsa e bolo. A vida tem que ser assim. Todos os símbolos comemorados, tudo colocado no seu devido lugar. E que em todo lugar tenha festa e que a festa seja de arrasar.
Mais um dia muito feliz aqui no brejo, foi lindo!
Parabéns aos noivos! Para eles desejo amizade, respeito, fraternidade e paz... Nada daquilo de continuar como quando eram namorados. Deem ao casamento a dimensão e o valor que ele tem. Construção. Deem um ao outro aquele pouquinho a mais que a gente guarda para quem merece.
Não posso encerrar este post sem contar para vocês o melhor de todos os acontecimentos. Fui de acompanhante do meu namorado, pois não conhecia NINGUÉM, num casamento de alguém da família dele. Eu simplesmente chorei do início ao fim, de soluçar!
Na recepção a mãe do noivo chegou perto e disse assim:
- Rinara, você estava parecendo a namorada que foi abandonada e veio se certificar que o ex estava mesmo casando.
Só rindo né... e quem não quiser passar vergonha, fique longe de mim, porque vou "aprontar".... com todo meu entusiamos. A maquiagem que se segure...
Vai casar? Que tal me convidar!?!? Só não disputo (à tapa) o buquê por vergonha!!!
Sermão do Padre na maioria dos casamentos...
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Halloween, direto de lá...
Desde o dia que vim parar no brejo, meus dias tem sido muito felizes! Acho que ganhei alma nova, acho que ganhei a chance de ser feliz de novo. E é isso que venho fazendo... sendo feliz todos os dias.
Não estou fazendo nada de especial, apenas me sentindo especial! Viva! Vida!
Já estou trabalhando de novo, o dia inteiro.... Estudando à noite... Mal tendo tempo para dormir, muito menos tendo tempo de ser madame. Acho que não contei ainda, mas meu status "madame" durou apenas 52 dias. Deus sabe o que faz, não é!?
E lá na sala da janela da cortina fechada, eu só conseguia enxergar coisas ruins... Desânimo, frustração, incapacidade de ser melhor... e achava que todas as pessoas de lá também eram assim, mas não são não!
Dias atrás fui convidada, pela primeira vez, para participar de uma festa de uma turma de lá. Em quinze anos de trabalho e convivência, nunca tinha sido convidada para nenhuma destas festas. Bastou eu ir para o brejo para fazer parte. Interessante não!?
Muito bem, a festa foi Halloween, todos fantasiados, casa escura, ambiente macabro e as pessoas!? Ah!!! As pessoas, absolutamente felizes. Uma festa só. Durante algum tempo fiquei analisando os acontecimentos, os comportamentos, as fantasias. E... As pessoas são felizes, os amigos são amigos! Senti o tempo todo a integração, a amizade, a fraternidade, a união. Eles parecem uma família, irmandade, clã (não sei que nome dar), mas eles se permitem deixar o novo entrar.
E no meio de Popo Preslei, Leo Curinga, Casteja Drácula, Cris Anja Linda, Flavia Diabinha, Fefe Palhacinha, Zeca 1/2 atleta 1/2 bailarino, Abelhas, Bruxas Gêmeas, Rainhas, Canibiais, Fantasmas, Piratas e Normais me senti a pessoa "mais mais" da face da terra. Me senti feliz! A sala da janela da cortina fechada me proporcionou este momento. Então tudo nesta vida é "bão" desde que a gente escolha o lado "bão" de olhar.
Obrigada queridos amigos, por tanto exemplo, por tanta alegria e principalmente por me mostrarem que a sala com a janela e a cortina fechada está muito mais na alma do que na matéria.
E no meio de tanta gente boa, eu encontrei vocês, eu me encontrei mais um pouquinho!
Não estou fazendo nada de especial, apenas me sentindo especial! Viva! Vida!
Já estou trabalhando de novo, o dia inteiro.... Estudando à noite... Mal tendo tempo para dormir, muito menos tendo tempo de ser madame. Acho que não contei ainda, mas meu status "madame" durou apenas 52 dias. Deus sabe o que faz, não é!?
E lá na sala da janela da cortina fechada, eu só conseguia enxergar coisas ruins... Desânimo, frustração, incapacidade de ser melhor... e achava que todas as pessoas de lá também eram assim, mas não são não!
Dias atrás fui convidada, pela primeira vez, para participar de uma festa de uma turma de lá. Em quinze anos de trabalho e convivência, nunca tinha sido convidada para nenhuma destas festas. Bastou eu ir para o brejo para fazer parte. Interessante não!?
Muito bem, a festa foi Halloween, todos fantasiados, casa escura, ambiente macabro e as pessoas!? Ah!!! As pessoas, absolutamente felizes. Uma festa só. Durante algum tempo fiquei analisando os acontecimentos, os comportamentos, as fantasias. E... As pessoas são felizes, os amigos são amigos! Senti o tempo todo a integração, a amizade, a fraternidade, a união. Eles parecem uma família, irmandade, clã (não sei que nome dar), mas eles se permitem deixar o novo entrar.
E no meio de Popo Preslei, Leo Curinga, Casteja Drácula, Cris Anja Linda, Flavia Diabinha, Fefe Palhacinha, Zeca 1/2 atleta 1/2 bailarino, Abelhas, Bruxas Gêmeas, Rainhas, Canibiais, Fantasmas, Piratas e Normais me senti a pessoa "mais mais" da face da terra. Me senti feliz! A sala da janela da cortina fechada me proporcionou este momento. Então tudo nesta vida é "bão" desde que a gente escolha o lado "bão" de olhar.
Obrigada queridos amigos, por tanto exemplo, por tanta alegria e principalmente por me mostrarem que a sala com a janela e a cortina fechada está muito mais na alma do que na matéria.
E no meio de tanta gente boa, eu encontrei vocês, eu me encontrei mais um pouquinho!
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Gastando o prestígio... comigo!
Escritor/Ator/Criador desta história: Raimundo Fábio dos Santos, 12 filhos, netos, bisnetos, pai adotivo, filho adotivo.
Prazer de contar esta história: Uma vaquinho no brejo...
Dias atrás conheci o Sr. Raimundo, nascido em 23.7.1928 (85 anos) ele tem tanta, mas tanta luz que mais parece um holofote!!!
E assim começou nossa conversa...
Menina vou te contar uma coisa... Deus tem um propósito para minha vida e eu estou aqui esperando!!! Tenho pressa de morrer não. Aqui é bom!!! Adoro meus filhos, netos e bisnetos. Ainda tem muitos deles em redor de mim!!!
2 horas de papo, um resumo da sua vida, da sua história! Quantas vezes ele já visitou o brejo e sempre saiu de lá melhor...
Aos 9 anos, logo depois do pai morrer, o padastro o colocou para fora de casa. Segundo ele, ele foi o primeiro menino de rua de Minas... chegou a dormir na praça, debaixo da ponte, quase dentro do rio de esgoto!
Uma senhora o encontrou na rua e resolveu ajudar! Deu comida, uma roupa limpa e uma esteira para ele dormir no canto da sala. Um dia, um irmão desta senhora chegou e o levou de presente...e lá foi ele, sem nem avisar a mãe, experimentar uma vida nova, trabalhar para essas pessoas e tentar ganhar a vida! Muito mais que empregado, ele virou filho. O pai adotivo, cuidou dele e da família dele pelo resto da vida.... e hoje eles são uma família só!
O padastro reapareceu pedindo cuidado e uma casa... Seu Raimundo não quis ajudar. Disse que não é porque o padastro foi muito ruim com ele, mas porque o padastro é velho e velho tem muita mania chata. E ele me diz assim:
- Moça, fico muito preocupado. Quero ficar velho não!!! Já viu como velho tem umas manias chatas, como velho é chato? Nem sei o que vou fazer o dia que ficar velho... Esse é o Sr Raimundo, 85 anos de pura juventude.
Conversa vai, conversa vem, resolvo perguntar qual foi o dia mais difícil de sua vida. E sem pensar, nem por um segundo, já responde correndo:
-Moça, o dia que minha Maria morreu. Sabe moça a Maria foi tudo na minha vida. Único amor mesmo. Ela que me ajudou a lutar e a vencer. Ela que me ajudou a cuidar das nossas coisas, ninguém passava a perna na gente não.... E na hora que a Maria morreu, eu arrumei ela bem linda e disse para Deus.
- Deus, a Maria está embaladinha de presente e estou devolvendo-a para o Senhor. Se tiver uma aí igual, o Senhor pode colocar no meu caminho, se não tiver, me deixa aqui, bem quietinho!!!
- É moça e parece que não tinha não, ele não mandou ninguém! Algumas mulheres me quiseram, mas eu não quis gastar meu prestígio com qualquer uma não... E depois que a Maria morreu, eu achei que iria morrer também, virei um sisco. Não queria fazer nada e meu corpo foi só se acabando. Até que um dia uma comadre disse que se eu fosse para os bailes com ela, para dançar, eu iria me recuperar...
E assim fez Sr Raimundo... foi para os bailes da cidade, dançar... cheio de primeiras intenções.... e virou um cobiçado pé de valsa.... que atravessava salões recuperando a força para viver.
E para o Sr Raimundo, os melhores dias são sábados e domingos, que ele fica com os filhos e toma cerveja igual gente grande. E gosta também dos dias de trabalho, agora o horário dele é inglês... de segunda a sexta, algumas horas de ronda na Somatex, ali no centro de BH.
E o Sr Raimundo é assim:
Feliz de natureza
Jovem de espírito
Saudável de pensamentos
Forte de tanto amor que tem por Deus!
E com ele eu aprendi: viver sozinho é possível, desde que a gente esteja em harmonia conosco, com Deus, com a vida. Para levantar tem que querer e acima de tudo tem que se entregar ao poder do nosso criador: Deus!
Viva a Sr Raimundo que já adoeceu sério, já se curou para sempre... Que mesmo com artroses e artrites não liga para a dor... prefere a alegria de ir e vir para qualquer lugar, em qualquer dia da vida.
Que amou tão bem e tão inteiro que nunca mais se sentiu só.
Viva Sr Raimundo que aos 75 anos aprendeu a ler, escrever e que colocou em 10 páginas a sua grande e bela biografia.
E finalmente viva a Vaquinha que no brejo conheceu toda esta luz, esta luta e este tanto de amor em uma pessoa só!
sábado, 26 de outubro de 2013
Para mim...
"E pra você eu deixo apenas
Meu olhar 43
Aquele assim, meio de lado
Já saindo, indo embora
Louco por você
Que pena!Que desperdício!"
E cheguei ao olhar 43!!! Parabéns para mim, que como diz uma amiga, "você é gente..."
Virei gente no dia que meu pai virou para mim e disse:
- Minha filha, está na hora de você ir! Está na hora de você virar gente!
Tenho muito orgulho deste dia! Tenho muito orgulho dos pais que tenho.
Mãe amiga, protetora, disponível, cuidadosa, cuidadora!
Pai honesto, trabalhador, correto, forte, determinado, sábio, pai arco que sem exitar me lançou no mundo, me lançou na vida. Tudo que aprendi com eles, foi através do exemplo.
Por isso trabalho, amo meus filhos e tento, com muita força, ser uma pessoa que ama o próximo....
Por isso, hoje é dia de comemorar! Por isso, todos os dias são de agradecer! E eu sou feliz porque escolhi ser boa, ser do bem. E sou feliz por tenho base e hoje, com muito orgulho, sou a base, a referência da minha casa, dos meus filhos...
Aos 43 a vida muda de novo! Estou conhecendo lugares novos, estradas novas, pessoas novas. Estou me conhecendo nova! A tranquilidade da maturidade vem substituindo, dia após dia, os arroubos da juventude... Aquela coragem irresponsável... Coragem que me fez chegar aqui e que vai me fazer ir mais longe... Coragem que hoje me faz madura!
Do Biel ganhei Parabéns Mamãe, você é boa amiga...
Do Gui ganhei feliz aniversário...
Do KK ganhei amor... e ganhei também presente!!!
De mim estou ganhando mais um dia felliz e a vontade de dançar, de pular, de cantar, de festejar!!!
Vou te falar... sou feliz demais e pronto.
Meu olhar 43
Aquele assim, meio de lado
Já saindo, indo embora
Louco por você
Que pena!Que desperdício!"
E cheguei ao olhar 43!!! Parabéns para mim, que como diz uma amiga, "você é gente..."
Virei gente no dia que meu pai virou para mim e disse:
- Minha filha, está na hora de você ir! Está na hora de você virar gente!
Tenho muito orgulho deste dia! Tenho muito orgulho dos pais que tenho.
Mãe amiga, protetora, disponível, cuidadosa, cuidadora!
Pai honesto, trabalhador, correto, forte, determinado, sábio, pai arco que sem exitar me lançou no mundo, me lançou na vida. Tudo que aprendi com eles, foi através do exemplo.
Por isso trabalho, amo meus filhos e tento, com muita força, ser uma pessoa que ama o próximo....
Por isso, hoje é dia de comemorar! Por isso, todos os dias são de agradecer! E eu sou feliz porque escolhi ser boa, ser do bem. E sou feliz por tenho base e hoje, com muito orgulho, sou a base, a referência da minha casa, dos meus filhos...
Aos 43 a vida muda de novo! Estou conhecendo lugares novos, estradas novas, pessoas novas. Estou me conhecendo nova! A tranquilidade da maturidade vem substituindo, dia após dia, os arroubos da juventude... Aquela coragem irresponsável... Coragem que me fez chegar aqui e que vai me fazer ir mais longe... Coragem que hoje me faz madura!
Do Biel ganhei Parabéns Mamãe, você é boa amiga...
Do Gui ganhei feliz aniversário...
Do KK ganhei amor... e ganhei também presente!!!
De mim estou ganhando mais um dia felliz e a vontade de dançar, de pular, de cantar, de festejar!!!
Vou te falar... sou feliz demais e pronto.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Bebendo água na fonte...
Neste fim-de-semana fomos em Araxá recarregar as baterias, comemorar os 6 anos do Biel, rever pais e avós, sentir o cheiro da cidade, comer a comidinha da vovó!
Neste fim-de-semana vi as coisas de uma forma diferente...
A festa do Biel na casa da vovó Regina foi linda! Azul e branco! Cruzeiro campeão. Ele esteve muito fofo o tempo todo e muito deslumbrado com a nova integrante da família, a cachorrinha Tiele, sua convidada especial!!!
Neste fim-de-semana o Biel pediu para conhecer o cemitério. Mamãe, quero conhecer onde meu pai fica... E lá fomos nós... Ri, Gui e Biel. E o Gabriel diz assim, lá de frente para o túmulo do pai:
- Papai, quero ficar ao seu lado para sempre da minha vida!
O Gui não diz nada. Rezamos uma Ave Maria e vamos explorar o lugar onde todos somos iguais, mesmo com as famílias insistindo em construir monumentos para guardar o pó!

Neste fim-de-semana conhecemos a Estação 347. Fruto do maquinista (Nonô) de Rede Ferroviária Federal e da secretária (Cau) da Rede Ferroviária Federal, lá está prestes a se tornar nossa estação...
Um pedaço de chão que foi comprado pelos herdeiros dos meus avós maternos. Um pedação de chão onde eles pretendem edificar um espaço de convivência para caber todas as famílias, para celebrar a vida, a irmandade dos Soraggi´s...
Ha ha somos Soraggi!!! Hu hu Soraggiano´s!!! Este é o nosso grito de guerra...
Canção da América, é nosso hino...
Lá é um lugar muito bonito, plano, com um belo horizonte para as montanhas de Minas.
Lá é um lugar que já está dando frutos... tomate, abobrinha, couve, manjericão, abóbora, limão e até churrasco.
Lá é um lugar que, para dar certo, há de se ter muito amor uns pelos os outros, afinal são 8 construindo 1 novo lar.
Lá me deu a sensação de que toda criança merece ter casa de Vô/Vó. Lugar de aconchego... onde a gente pode tudo, onde a gente é feliz e pronto!
Lá vai ser assim... cada um em seu vagão na hora de dormir e todos juntos, como antigamente ficávamos, na garagem, no quintal, entre as roseiras, parreiras e pés de couve que só na casa da Vovó Cau tinha!!!
Viva a Estação! Viva poder ter um porto seguro! Viva termos sonhos para sonhar! Viva termos sonhos a realizar! Viva nossos Pais e Avós!
Hino dos Soraggiano´s
Neste fim-de-semana vi as coisas de uma forma diferente...
A festa do Biel na casa da vovó Regina foi linda! Azul e branco! Cruzeiro campeão. Ele esteve muito fofo o tempo todo e muito deslumbrado com a nova integrante da família, a cachorrinha Tiele, sua convidada especial!!!
Neste fim-de-semana o Biel pediu para conhecer o cemitério. Mamãe, quero conhecer onde meu pai fica... E lá fomos nós... Ri, Gui e Biel. E o Gabriel diz assim, lá de frente para o túmulo do pai:
- Papai, quero ficar ao seu lado para sempre da minha vida!
O Gui não diz nada. Rezamos uma Ave Maria e vamos explorar o lugar onde todos somos iguais, mesmo com as famílias insistindo em construir monumentos para guardar o pó!

Neste fim-de-semana conhecemos a Estação 347. Fruto do maquinista (Nonô) de Rede Ferroviária Federal e da secretária (Cau) da Rede Ferroviária Federal, lá está prestes a se tornar nossa estação...
Um pedaço de chão que foi comprado pelos herdeiros dos meus avós maternos. Um pedação de chão onde eles pretendem edificar um espaço de convivência para caber todas as famílias, para celebrar a vida, a irmandade dos Soraggi´s...
Ha ha somos Soraggi!!! Hu hu Soraggiano´s!!! Este é o nosso grito de guerra...
Canção da América, é nosso hino...
Lá é um lugar muito bonito, plano, com um belo horizonte para as montanhas de Minas.
Lá é um lugar que já está dando frutos... tomate, abobrinha, couve, manjericão, abóbora, limão e até churrasco.
Lá é um lugar que, para dar certo, há de se ter muito amor uns pelos os outros, afinal são 8 construindo 1 novo lar.
Lá me deu a sensação de que toda criança merece ter casa de Vô/Vó. Lugar de aconchego... onde a gente pode tudo, onde a gente é feliz e pronto!
Lá vai ser assim... cada um em seu vagão na hora de dormir e todos juntos, como antigamente ficávamos, na garagem, no quintal, entre as roseiras, parreiras e pés de couve que só na casa da Vovó Cau tinha!!!
Viva a Estação! Viva poder ter um porto seguro! Viva termos sonhos para sonhar! Viva termos sonhos a realizar! Viva nossos Pais e Avós!
Viva! Viva! Viva! Viva para fazer o bem e amar e cantar e dançar... Viva.
Hino dos Soraggiano´s
"Canção da América
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar."
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar."
domingo, 13 de outubro de 2013
Para meu filho Gabriel
"Porque você é Flamengo e meu pai Botafogo?
O que significa impávido colosso?
Porque os ossos doem em quanto a gente dorme?
Porque os dentes caem ?
Por onde es filhos saem?
Porque os dedos murcham quando estou no banho?
Porque as ruas enchem quando está chovendo?
Quando é mil trilhões vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo ?
Onde estão meus primos?
El, el, el, Gabriel".
Dizem que quem soma 4 no dia do nascimento é especial! Pois eu tenho uma pessoa muito especial! Hoje é dia de folia! Hoje é dia do Gabriel!
Na madrugada de 13/10/2007, às 3 da manhã, as dores anunciaram a sua chegada... de novo iria virar bailarina nos intervalos da dor do parto...
Eu, minha mãe e a mala do bebê, fomos para o Vila da Serra, de
taxi. Provinha bem difícil, mas neste momento a alegria de receber e ver a
carinha do meu filho tão amado e esperado, logo espantaram qualquer
pensamento de tristeza...
Entre uma contração e outra, ainda tranquilas, o Dr Fred chegou
e disse assim:
- Vai ficando aí, vou ali fazer uma cesariana e já volto... Vai
dar tempo, não se preocupe!
O anestesista veio, me anestesiou e fiquei lá.... Esperando,
esperando, esperando alguém! Desta vez, eu não senti as dores do parto como da
primeira, estava anestesiada!!! Coisinha mágica essa injeção que tomamos na
coluna...
Às 7 da manhã comecei a sentir uma pressão, um empurra, empurra
dentro da barriga que parecia que eu ia explodir. Quando o Dr Fred chegou e
perguntou como eu estava e contei essa parte, ele disse, chegou a hora. Vamos
lá!
E eu vi uma sala de parto acolhedora... luzes apagadas, um
sonzinho tocando música clássica, enfermeiras segurando minha mão e me ajudando
a dar a luz e a vida ao Gabriel! Às 7:20 ele fez sua estréia por aqui!
- Deus te abençoe meu filho! Seja bem-vindo! Seja feliz!!!
E assim ele tem sido, neste 6 anos... um menino feliz! Um menino que sorri! Um menino que canta e dança hip hop. Que quer ser ser grafiteiro ou bombeiro.
Grafiteiro por que? Para deixar a cidade mais bonita mamãe!
Bombeiro por que? Para ajudar as pessoas mamãe!
Sim, ele me chama de mamãe... Ele é carinho puro, atenção. Menino resolvido que sabe pedir perdão.
Criança doce que se preocupa com o bem estar da mamãe, do irmão.
Que sente saudades do KK, da vovó, do vovô...
Que tem no irmão, a maior referência.
E quando dormimos juntos, ele olha para mim, passa a mão no meu rosto e pergunta:
- Você está confortável, mamãe?
- Sim, estou Gabriel.
- Então boa noite!!!
Estamos comemorando seu sexto aniversário na casa dos avós. Viemos beber na fonte, água limpa, água que cuida, que ampara, que reforça o espírito de ser família!
Parabéns meu príncipe! Continue assim... Criança sempre feliz!
Criança sempre a cantar!!!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
20 anos, 20 dias, 20 minutos
Há 20 anos eu era assim... Pescoço fino, "Magrela" era o apelido.
09.10.1993! O dia da minha estréia na passarela... Foi assim que me vi neste dia, pronta para desfilar, rumo ao altar. Pronta para casar!
E todos os dias, ao acordar ou ao entrar em casa, depois de um dia de trabalho, se sentir no melhor lugar do mundo. No lugar onde temos a oportunidade de construir de fato... nosso lar.
Cheia de amor... tudo resolvido. O amor resolve tudo.
Nos primeiros 22 anos da minha vida, este foi, sem dúvida, o dia mais importante. O dia que passei a ser a minha família.
Neste dia, já recebi a primeira lição. 30 minutos antes de ir para a igreja, o céu desabou numa chuva muito, muito forte e durante toda a chuva eu vivi a apreensão do e agora, como vai ser um casamento debaixo de chuva!? Minutos antes de entrar o carro, a chuva parou completamente e junto com aquele delicioso cheiro de terra (asfalto mesmo né) molhada, veio o céu mais azul e a alegria de casamento no sol!
Só hoje, escrevendo este post que entendi este ensinamento... 20 anos depois... Depois da chuva vem o sol, muito mais que símbolo. FATO! VIDA! REALIDADE!
Chegou a hora, "luz na passarela, que lá vem ela..." Desfilei para aquela platéia toda.... me sentindo a mais linda de todas as modelos... e fui lá casar com amor em abundância. Logo depois veio também a realidade. Contas para pagar, casa para cuidar, tantas coisas para fazer e providenciar. Amor faz isso gente? Amor faz não...
E veio mais uma lição. Casamento é verbo, verbo é ação. Casamento é dividir, compartilhar, andar junto, andar separado, mas andar na mesma direção.
Casamento não tem mágica. Nem nas coisas simples, muito menos nas coisas mais difíceis.
Rápido e rasteiro aprendi: para ter copo limpo, tem que lavar. Para ter casa limpa, tem que limpar. Para ter comida, tem que comprar, guardar, cozinhar e só depois comer.
Eu e meus botões, ficamos aqui pensando o que é um casamento!? E veio assim na minha cabeça:
Feliz daquele que sabe compartilhar no seu casamento.
Um traz o vinho o outro pega as taças...
Enquanto um cozinha o outro canta ou coloca a música, a mesa...
Um faz as compras no super, o outro guarda...
Os dois são João de Barro todos os dias.
E todos os dias, ao acordar ou ao entrar em casa, depois de um dia de trabalho, se sentir no melhor lugar do mundo. No lugar onde temos a oportunidade de construir de fato... nosso lar.
E quando a minha cama fica enorme, porque está vazia e porque me sinto muito pequena nela, corro para o cantinho mais apertado da cama de um dos filhos, me aconchego e fico em paz.
E quando minha cama fica pequena, olho para o alto e agradeço pelo dia de sol.
Não tenho casamento mais... há alguns anos...
Mas hoje é dia de agradecer ao meu casamento, o melhor que tenho na minha vida: meus filhos, meu lar, a felicidade de ser porto...
Hoje é dia de agradecer aquele acontecimento, que me transformou em família êh, família ah, FAMÍLIA!!!
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Um dia!
Um dia achei que mereceria uma vida diferente...
Um dia achei que mereceria experiências diferentes...
Um dia ganhei uma tarde de espumante com prosa!!! Angela de luz!!!
Vale a pena ser madame... por pouco ou por muito tempo!? Experiência única!!!
Viva! Viva! Viva!
Todas as novas possibilidades que a vida está me mostrando... Construir...
Um dia achei que mereceria experiências diferentes...
Um dia ganhei uma tarde de espumante com prosa!!! Angela de luz!!!
Vale a pena ser madame... por pouco ou por muito tempo!? Experiência única!!!
Viva! Viva! Viva!
Todas as novas possibilidades que a vida está me mostrando... Construir...
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Mais do que brejo, lixo!
Nesta minha ânsia de fazer e conhecer coisas novas, neste tempo de brejo, me ofereci, para trabalhar em um Bazar de roupas. É o Bazar Mabel Magalhães, concebido e executado pela Renata Borja, duas vezes por ano. Parte do dinheiro arrecadado paga as roupas e a outra parte vai para a Fundação Terra (www.fundacaoterra.org.br).
E a minha estréia, nesta aventura, aconteceu nesta segunda.
Ao chegar na casa dela, lá nas alturas do bairro Comiteco, a primeira coisa que vejo são as janelas, umas 3 ou 4! E através de tanta janela, sem nenhuma cortina, vejo um "muito" Belo Horizonte de possibilidades!!!
Passo várias e várias horas entre pessoas e roupas, num pendura e despendura de vestidos... E passo horas e horas tentando advinhar como são as pessoas, lendo suas expressões e semblantes.
Muitas "madames", umas no brejo, outra no céu... Algumas carregam uma tristeza sem fim no olhar, outras carregam bolsas LV, algumas carregam a vaidade, outras apenas a necessidade de uma roupa linda e barata para causar na formatura ou no casamento.
Elas estão lá, num horário que para mim, até então era impensável!!! 9:30, 15:30... Elas são donas do seu tempo e conscientes ou não do que estão fazendo, com sua vaidosa necessidade, elas estão ajudando a transformar o lixo em dignidade, em casa, em pão.
"...Em 1984, a convite de um grupo de jovens, veio a conhecer um lugar na cidade usado como depósito de lixo, não obstante a presença de famílias que ali moravam catando lixo para a subsistência. Estarrecido com o que viu, resolveu celebrar uma missa, onde uma criança faminta, ao olhar a hóstia, implorou para comer o que entendeu ser bolacha, tendo o padre acreditado haver uma relação entre o Corpo de Cristo e o pão que a criança precisava para matar a fome...."
Assim estão sendo alguns dos meus dias de madame no brejo. Ajudando a transformar o luxo em dignidade no lixo. Conhecendo a disponibilidade de algumas pessoas que realmente querem transformar o mundo com suas ações!
Dias de madame que estão valendo a pena!!!
E a minha estréia, nesta aventura, aconteceu nesta segunda.
Ao chegar na casa dela, lá nas alturas do bairro Comiteco, a primeira coisa que vejo são as janelas, umas 3 ou 4! E através de tanta janela, sem nenhuma cortina, vejo um "muito" Belo Horizonte de possibilidades!!!
Passo várias e várias horas entre pessoas e roupas, num pendura e despendura de vestidos... E passo horas e horas tentando advinhar como são as pessoas, lendo suas expressões e semblantes.
Muitas "madames", umas no brejo, outra no céu... Algumas carregam uma tristeza sem fim no olhar, outras carregam bolsas LV, algumas carregam a vaidade, outras apenas a necessidade de uma roupa linda e barata para causar na formatura ou no casamento.
Elas estão lá, num horário que para mim, até então era impensável!!! 9:30, 15:30... Elas são donas do seu tempo e conscientes ou não do que estão fazendo, com sua vaidosa necessidade, elas estão ajudando a transformar o lixo em dignidade, em casa, em pão.
"...Em 1984, a convite de um grupo de jovens, veio a conhecer um lugar na cidade usado como depósito de lixo, não obstante a presença de famílias que ali moravam catando lixo para a subsistência. Estarrecido com o que viu, resolveu celebrar uma missa, onde uma criança faminta, ao olhar a hóstia, implorou para comer o que entendeu ser bolacha, tendo o padre acreditado haver uma relação entre o Corpo de Cristo e o pão que a criança precisava para matar a fome...."
Assim estão sendo alguns dos meus dias de madame no brejo. Ajudando a transformar o luxo em dignidade no lixo. Conhecendo a disponibilidade de algumas pessoas que realmente querem transformar o mundo com suas ações!
Dias de madame que estão valendo a pena!!!
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Acho que seria mais ou menos assim...
Sempre que é noticiada uma história de morte futura na televisão, principalmente a partir de doenças que não tem jeito, a notícia vem e mostra a herança ou a despedida da pessoa que está com os dias contados. No nosso caso, não tivemos a idéia de registrar as despedidas, acho que acreditávamos em milagres.
Hoje eu agradeço de nada ter sido deixado para mim... acho que me sentiria na obrigação de realizar os desejos e ficaria frustrada se algo não desse certo!
Para os meninos, até acho que algum registro deveria ter sido feito. A letra, um exemplo, uma instrução para a vida... poderia ser uma lembrança e até mesmo um alento. Sei que meus filhos têm momentos difíceis, muitas perguntas não respondidas, muitas perguntas a fazer... mas não adianta ser eu... É a referência masculina que importa. A minha referência, mesmo que com todas e as melhores intenções é feminina!
Já venho pensando, há algum tempo, como seria uma carta deixada do pai para os filhos, mas não consigo imaginar a intensidade que o pai daria a este documento.
Mas da minha convivência de vinte e x anos acho que teriam algumas coisas assim...
- Um homem tem sempre que ter seu sapato engraxado. Meu pai me ensinou que um sapato engraxado e um bom terno, fazem a diferença e mostra que somos limpos e cuidadosos de nós.
- Um homem tem que ser culto. Saber conversar todos os assuntos, por isso leiam, escutem música, escutem as pessoas.
- Sejam humildes, mas nunca se humilhem.
- Um homem tem que ser trabalhador, por isso estudem e estudem sempre mais do que o necessário.
- Um homem tem que ser honesto, por isso lutem para conquistar o que é seu direito.
Não fiquem preocupados com o que os outros tem, se preocupem com o que querem construir,
Sonhem, amem, cuidem do próximo.
Guilherme, deixe para ser o homem da sua casa. Continue sendo filho... mas muito e principalmente seja um grande irmão!
Gabriel, não se preocupe por eu não estar presente de corpo. Passei com você, lá no céu, momentos lindos antes da sua viagem para a terra... Você será um bom filho e iluminará o vosso lar. Seja também um grande irmão.
E finalmente, um homem tem que ser feliz! É isso que desejo para vocês...
Para mim podia ser algo assim: Boneca de porcelena, que nunca que quebra, confie em Deus!
E assim o registro passaria de mão em mão em vários momentos e datas.... ficaria amarelo.... se rasgaria... perderia a cor com o tempo... ás vezes esquecido.... às vezes lembrado... seria um registro para os filhos! Mas o registro não existe. Não este...
O registro deixado foi: vários e vários livros na estante, um terno nunca usado para os filhos, um caderno com algumas poesias, documentos de identidade, fotos, os tios para contar histórias....
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Para meu filho Guilherme
"Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender..."
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender..."
E quando chegou 19 de setembro, às 3:20 da madrugada, chegou a primeira dor do parto. A hora chegou, vamos para o hospital...
Dor do parto é aquela dor que vem te rasgaaaaaaaaaaando, insuportável.... e quando ela vai embora você sente vontade de virar bailarina!!! Dançar, rodar, girar, pular de alívio e aí vem a dor rasgando de novo... e de novo.... e de novo... quase não deu tempo de fazer anestesia! Ele está com pressa, disse a Dra Ivete... 5:40 eu lá, deitada na sala de parto, Hospital São Lucas, um vitrô bem de frente para mim... O sol nasceu, o choro ecoou na sala! Deus te abençoe meu filho, seja bem vindo Guilherme!!!!
Neste momento eu entendi, senti, vivi o sol na minha vida. E é com este sol que venho caminhando e aprendendo durante estes 17 anos.
Desde muito pequeno, ele demonstra ser uma pessoa correta. Que aceita e respeita as pessoas como são. Que as pessoas são iguais, têm os mesmos direitos. Nada disso precisou ser ensinado, já veio no pacote!
E ele é especial, como é especial. Não é porque é meu filho, é porque ele foi presenteado com uma luz própria. Luz que encanta quem o conhece, luz que brilha nas palavras que profere, nas coisas que faz.
Aos 17 anos meu filho gosta de ler, de tocar bateria, de cozinhar.
Aos 17 anos meu filho gostar de sair e de estar com a gente.
Aos 17 anos dele eu começo a me preparar para vê-lo se emancipar. Voar flecha, como pássaro.
E o diálogo de hoje foi assim...
- Gui, parabéns meu filho, seja muito feliz! Gui, este é o último ano que vou mandar eu você, a partir do ano que vem você já é adulto. Como que eu vou fazer???
- Mãe, este problema é seu, não é meu! Mãe, obrigado pelos parabéns. Vou tomar banho, tchau!
O que eu posso fazer nesta vida?
Só agradecer e agradecer a Deus, todos os dias, todos os instantes o presente que recebi: ter sido a escolhida para usufruir do Gui.
Parabéns meu filho, seja feliz...
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
A Depressão...
Sempre me vi muito positiva, forte, corajosa e determinada. Fazia regime fácil! Ficava sem beber fácil! Colocava uma coisa na cabeça e ninguém tirava...
No final de 2012, comecei a me sentir sem tudo isso. Um ser sem vontade... Estava muito desanimada, sem prespectivas no trabalho, sem um rumo na vida. Olhava, olhava e não via nada.
Todos os dias me levantava naquele sofrimento sem fim... A vontade era mesmo ficar na cama.
E à medida que os dias iam passando, mais eu ia perdendo o interesse nas coisas e nas pessoas.
Hoje, quando olho para trás, a sensação que tenho é de que estava correndo atrás do rabo e quanto mais corria, mais eu mesma me enterrava no buraco. Que eu vinha me deprimindo ao longo destes difíceis anos que tive que vencer. E vi também que um único episódio foi a gota d´água para eu desistir de tudo. Desisti das minhas melhores amigas, do meu amor, dos filhos, da família, desisti de mim.
E foi assim.... me afastei delas que se afastaram de mim!
Me afastei do KK, que sem entender o que acontecia, ficava ao meu lado, mas não tinha minha companhia.
Me afastei dos meus filhos a ponto de nem enxergá-los lá do fundo do buraco. E durante este afastamento fui agressiva, muito intolerante e talvez até um pouco má.
Me afastei da família a ponto de esquecer de ligar, para pedir a benção, para dizer olá!
Acho que fiquei uns bons meses me enterreando no buraco... Não saia de casa nos finais-de-semana. Meu único programa era deitar no sofá e esperar o dia acabar.
Eu olhava para o telefone e pensava: bem que eu podia querer ligar para alguém... mas a força não vinha... e o buraco só aumentava e mais fundo eu estava.
Minha vida era falta de prespectiva, tristeza imensa, mágoa, dor, decepção e frustração.
Até que um dia me veio um pensamento.
- Rinara, você está muito mal. Você não é assim. Está tudo muito errado. Se você não quer saber das suas amigas, seu esteio e suas melhores companhias por todos estes anos, é por que você está MUITO MAL MESMO.
E como diz uma amiga, a FICHA CAIU. Eu tive que aceitar que eu não era a toda poderosa e que eu realmente precisava de ajuda!
Assim eu encontrei a terapia. Terapia que vem me ajudando a reestruturar o pensamento, me agarrar às coisas boas que tenho, que vivi e vivo.
Terapia que me ajudou a ter esperança de um futuro melhor.
Terapia que também me trouxe a coragem para blogar!
Terapia que está me ajudando a perdoar. A me perdoar, mas a perdoar ao meu próximo com amor verdadeiro.
Terapia que me faz acreditar que perder o sobrenome é oportunidade. Oportunidade de ter um sonho novo!
Terapia que está me mostrando que tenho um dom.... o dom de cuidar!
E é isso que eu quero para minha vida. Cuidar bem de mim! Cuidar bem de todos que eu gosto. Cuidar do meu jardim. Da minha borboleta.
E estou renovando e refazendo a relação com os filhos.
Já renovei os votos, de amor, com o KK, em Lavras Novas, recentemente.
Estou construindo uma Rinara mais flexível, menos ciumenta e possessiva.
Estou partindo do melhor de tudo que tive na minha vida, para o melhor que vou construir da minha vida.
Já estou colhendo frutos.... e estou sendo uma pessoa MUITO legal de novo!!!
No final de 2012, comecei a me sentir sem tudo isso. Um ser sem vontade... Estava muito desanimada, sem prespectivas no trabalho, sem um rumo na vida. Olhava, olhava e não via nada.
Todos os dias me levantava naquele sofrimento sem fim... A vontade era mesmo ficar na cama.
E à medida que os dias iam passando, mais eu ia perdendo o interesse nas coisas e nas pessoas.
Hoje, quando olho para trás, a sensação que tenho é de que estava correndo atrás do rabo e quanto mais corria, mais eu mesma me enterrava no buraco. Que eu vinha me deprimindo ao longo destes difíceis anos que tive que vencer. E vi também que um único episódio foi a gota d´água para eu desistir de tudo. Desisti das minhas melhores amigas, do meu amor, dos filhos, da família, desisti de mim.
E foi assim.... me afastei delas que se afastaram de mim!
Me afastei do KK, que sem entender o que acontecia, ficava ao meu lado, mas não tinha minha companhia.
Me afastei dos meus filhos a ponto de nem enxergá-los lá do fundo do buraco. E durante este afastamento fui agressiva, muito intolerante e talvez até um pouco má.
Me afastei da família a ponto de esquecer de ligar, para pedir a benção, para dizer olá!
Acho que fiquei uns bons meses me enterreando no buraco... Não saia de casa nos finais-de-semana. Meu único programa era deitar no sofá e esperar o dia acabar.
Eu olhava para o telefone e pensava: bem que eu podia querer ligar para alguém... mas a força não vinha... e o buraco só aumentava e mais fundo eu estava.
Minha vida era falta de prespectiva, tristeza imensa, mágoa, dor, decepção e frustração.
Até que um dia me veio um pensamento.
- Rinara, você está muito mal. Você não é assim. Está tudo muito errado. Se você não quer saber das suas amigas, seu esteio e suas melhores companhias por todos estes anos, é por que você está MUITO MAL MESMO.
E como diz uma amiga, a FICHA CAIU. Eu tive que aceitar que eu não era a toda poderosa e que eu realmente precisava de ajuda!
Assim eu encontrei a terapia. Terapia que vem me ajudando a reestruturar o pensamento, me agarrar às coisas boas que tenho, que vivi e vivo.
Terapia que me ajudou a ter esperança de um futuro melhor.
Terapia que também me trouxe a coragem para blogar!
Terapia que está me ajudando a perdoar. A me perdoar, mas a perdoar ao meu próximo com amor verdadeiro.
Terapia que me faz acreditar que perder o sobrenome é oportunidade. Oportunidade de ter um sonho novo!
Terapia que está me mostrando que tenho um dom.... o dom de cuidar!
E é isso que eu quero para minha vida. Cuidar bem de mim! Cuidar bem de todos que eu gosto. Cuidar do meu jardim. Da minha borboleta.
E estou renovando e refazendo a relação com os filhos.
Já renovei os votos, de amor, com o KK, em Lavras Novas, recentemente.
Estou construindo uma Rinara mais flexível, menos ciumenta e possessiva.
Estou partindo do melhor de tudo que tive na minha vida, para o melhor que vou construir da minha vida.
Já estou colhendo frutos.... e estou sendo uma pessoa MUITO legal de novo!!!
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Um Novo Amor
E chegou o tempo de amar de novo. O novo amor é um velho conhecido.
Em 95, quando entrei na Açominas, para prestar serviço, lá no andar dos bacanas, tinha uma sala com 2 jovens senhores, que estavam muito empenhados em salvar o Mundo, pelo menos o mundo da Açominas, que na época não estava nada bem...
Era uma sala, 2 mesas, muito cigarro, um ventilador e um computador.... bem lá no cantinho! Onde eu ficava fazendo planilhas e sistemas. Este lugar me marcou muito porque este foi o primeiro lugar "importante" que frequentei na minha vida!
Um certo dia ele partiu e virou fumaça.... Nunca mais vi, nem encontrei! Não sei como, porque hoje acho que temos tanta afinidade, gostamos tanto das mesmas coisas... que só poderíamos estar nos mesmos lugares, talvez em horários diferentes.
Uma noite, num japonês, lá da Rua São Paulo, me entra o moço... E oi pra cá, oi prá lá... Ele conhecia parte das pessoas da mesa.
Conversamos e ele me disse que tinha ficado sabendo das minhas tragédias, quis saber como estava no brejo...
Eu disse que estava indo.... E devolvi a pergunta. E você, como está?
- Também estou visitando o brejo. Me separei, estou sozinho há muito tempo e por aí foi.... Depois vou te ligar, precisamos conversar.
Tudo bem né. Vamos ver como é o papo do moço em um lugar menos importante.
E ligou mesmo!!! E saímos... Conversamos, rimos, devo ter chorado é claro... mas foi bem animado. As histórias dele sempre são espetaculares!!! É carnaval, viagem, várias profissões, enfim assunto nunca falta. No final da noite teve um depois te ligo....
Ihhhhh... sei não!!!
Confesso que de primeira já fiquei bem impressionada e voltei a ser aquela adolescente de 15 anos. Aquela que testa se o telefone está com sinal, está ligado. Essa coisa chama gente??? Chama nada....
E não chamou por vários dias.... Quando a aflição estava passando o telefone toca.
- E aí, tudo bem? Estive muito ocupado. Vamos sair?
Homem é uma coisa.... parece que sabe quando a gente desanima e aí vai lá e ascendo o foguinho de novo...
Saímos.... Sumimos.... Saímos.... Sumimos.... Foi assim um bom tempo!!!
Um belo dia eu desisti. Cansei. Ah agora não quero mais não. Esse moço não quer nada comigo. Só me fazendo sofrer e esperar e chorar... ah neim!!! Apaguei o número da minha agenda!
E no Reveillon de 2009, ele pede um encontro. Precisamos conversar. Assim não está bom.
Como estava voltando de Montes Claros, para Araxá, passei umas horinhas em BH. E fomos conversar.
O moço estava de braço quebrado, eu estava de carro... fomos no Néctar da Bandeirantes.
Conversa vai, conversa vem. Ele disse que estava gostando de mim, mas que não estava sabendo o que fazer o como tratar o assunto. Que não queria me ver sofrer e tal e tal e tal...
Eu disse na lata:
- Comigo agora é só namorando. De mãos dadas pela rua. Apresentando amigos, filhos, cachorro e papagaio.
Ele respondeu:
- Rinara, quer namorar comigo?
Gente..... achei isso a coisa mais linda!!! A emoção foi tanta.... e não passava nunca.... que na saída do Néctar, muito tempo depois do pedido oficial, trombei o carro!!!
Emoção, tremedeira, coração acelerado, felicidade máxima.... Coitado do Corola do senhorzinho.... Todo arranhado.
E assim começou a nossa história, dia 04.01.10 e desde então estamos cada dia mais ligados, mais cúmplices, mais amigos.
Ele trouxe um jeito novo de amar para minha vida. Somos iguais, não tem um melhor que o outro na relação. E ele trouxe também muitas novidades para minha vida.
Me apresentou o carnaval de Recife, de Ouro Preto, do Rio de Janeiro. Já fizemos algumas viagens de lua-de-mel. Me presenteou com pétalas vermelhas na cama, num dia frio de dia dos namorados. Enfim, abriu a cortina e a janela da minha vida. Está me mostrando o mundo!
Quando penso porque gosto dele, meu coração apenas responde que é porque gosto. Simples assim.
E o meu gostar não tem nada a ver com aquele lindo olho camaleão (azul cor do céu, ou verde cor do mar, ou cinza cor da tarde), não tem nada a ver com as comidinhas maravilhosas que ele faz, não tem nada a ver com as mensagens ou ligações que recebo, nem com o quanto ele é família e dedicado ao filho, não tem nada a ver com o carinho que ele tem pelos meus filhos.
Tem a ver com o peito! O peito aberto para mim. Tem a ver com ele abrir os braços e dizer:
- Deita aqui, sinta-se protegida, sinta-se amada.... aqui no seu cantinho!
Hoje eu tenho um amor diferente. Nem melhor, nem pior de todos os que já experimentei.
Hoje eu tenho o amor do KKe não preciso de mais. Sou feliz assim, com ele perto de mim.
Em 95, quando entrei na Açominas, para prestar serviço, lá no andar dos bacanas, tinha uma sala com 2 jovens senhores, que estavam muito empenhados em salvar o Mundo, pelo menos o mundo da Açominas, que na época não estava nada bem...
Era uma sala, 2 mesas, muito cigarro, um ventilador e um computador.... bem lá no cantinho! Onde eu ficava fazendo planilhas e sistemas. Este lugar me marcou muito porque este foi o primeiro lugar "importante" que frequentei na minha vida!
Um certo dia ele partiu e virou fumaça.... Nunca mais vi, nem encontrei! Não sei como, porque hoje acho que temos tanta afinidade, gostamos tanto das mesmas coisas... que só poderíamos estar nos mesmos lugares, talvez em horários diferentes.
Uma noite, num japonês, lá da Rua São Paulo, me entra o moço... E oi pra cá, oi prá lá... Ele conhecia parte das pessoas da mesa.
Conversamos e ele me disse que tinha ficado sabendo das minhas tragédias, quis saber como estava no brejo...
Eu disse que estava indo.... E devolvi a pergunta. E você, como está?
- Também estou visitando o brejo. Me separei, estou sozinho há muito tempo e por aí foi.... Depois vou te ligar, precisamos conversar.
Tudo bem né. Vamos ver como é o papo do moço em um lugar menos importante.
E ligou mesmo!!! E saímos... Conversamos, rimos, devo ter chorado é claro... mas foi bem animado. As histórias dele sempre são espetaculares!!! É carnaval, viagem, várias profissões, enfim assunto nunca falta. No final da noite teve um depois te ligo....
Ihhhhh... sei não!!!
Confesso que de primeira já fiquei bem impressionada e voltei a ser aquela adolescente de 15 anos. Aquela que testa se o telefone está com sinal, está ligado. Essa coisa chama gente??? Chama nada....
E não chamou por vários dias.... Quando a aflição estava passando o telefone toca.
- E aí, tudo bem? Estive muito ocupado. Vamos sair?
Homem é uma coisa.... parece que sabe quando a gente desanima e aí vai lá e ascendo o foguinho de novo...
Saímos.... Sumimos.... Saímos.... Sumimos.... Foi assim um bom tempo!!!
Um belo dia eu desisti. Cansei. Ah agora não quero mais não. Esse moço não quer nada comigo. Só me fazendo sofrer e esperar e chorar... ah neim!!! Apaguei o número da minha agenda!
E no Reveillon de 2009, ele pede um encontro. Precisamos conversar. Assim não está bom.
Como estava voltando de Montes Claros, para Araxá, passei umas horinhas em BH. E fomos conversar.
O moço estava de braço quebrado, eu estava de carro... fomos no Néctar da Bandeirantes.
Conversa vai, conversa vem. Ele disse que estava gostando de mim, mas que não estava sabendo o que fazer o como tratar o assunto. Que não queria me ver sofrer e tal e tal e tal...
Eu disse na lata:
- Comigo agora é só namorando. De mãos dadas pela rua. Apresentando amigos, filhos, cachorro e papagaio.
Ele respondeu:
- Rinara, quer namorar comigo?
Gente..... achei isso a coisa mais linda!!! A emoção foi tanta.... e não passava nunca.... que na saída do Néctar, muito tempo depois do pedido oficial, trombei o carro!!!
Emoção, tremedeira, coração acelerado, felicidade máxima.... Coitado do Corola do senhorzinho.... Todo arranhado.
E assim começou a nossa história, dia 04.01.10 e desde então estamos cada dia mais ligados, mais cúmplices, mais amigos.
Ele trouxe um jeito novo de amar para minha vida. Somos iguais, não tem um melhor que o outro na relação. E ele trouxe também muitas novidades para minha vida.
Me apresentou o carnaval de Recife, de Ouro Preto, do Rio de Janeiro. Já fizemos algumas viagens de lua-de-mel. Me presenteou com pétalas vermelhas na cama, num dia frio de dia dos namorados. Enfim, abriu a cortina e a janela da minha vida. Está me mostrando o mundo!
Quando penso porque gosto dele, meu coração apenas responde que é porque gosto. Simples assim.
E o meu gostar não tem nada a ver com aquele lindo olho camaleão (azul cor do céu, ou verde cor do mar, ou cinza cor da tarde), não tem nada a ver com as comidinhas maravilhosas que ele faz, não tem nada a ver com as mensagens ou ligações que recebo, nem com o quanto ele é família e dedicado ao filho, não tem nada a ver com o carinho que ele tem pelos meus filhos.
Tem a ver com o peito! O peito aberto para mim. Tem a ver com ele abrir os braços e dizer:
- Deita aqui, sinta-se protegida, sinta-se amada.... aqui no seu cantinho!
Hoje eu tenho um amor diferente. Nem melhor, nem pior de todos os que já experimentei.
Hoje eu tenho o amor do KKe não preciso de mais. Sou feliz assim, com ele perto de mim.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Ser Madame - Borboleta
E então chegou o dia de voltar... Os 360 km da volta foram bem mais fáceis de percorrer. Já não tinha tanta lágrima mais para chorar.... e estava com muita vontade de fazer dar certo!
E 3 meses depois de fechar a porta e sair, sem saber o que ia dar, voltei... Abri o apartamento, abri as janelas, deixei o sol entrar!
Até março/abril teria que resolver a vida, arrumar uma casa nova, voltar a trabalhar...
Começou assim a saga de achar um novo ninho. Da janela do meu antigo apartamento, namorava um prédio em fase de acabamento. E foi assim que cheguei onde moro hoje, 100 metros abaixo da minha casa até então!
A mesma rua, o mesmo bairro mas o jardim seria muito diferente...
Chegou o tempo de voltar ao trabalho e lá fui eu... Tudo de novo depois de tantos meses. Com o Gabriel muito pequeno e me sentindo muito sozinha, arrumei várias ajudantes. Não ficávamos sozinhos nenhum minuto. Tinha a Babalu que logo saiu para se casar e depois voltou, tinha a Naná que ficava todo o fim-de-semana cuidando de todos, depois veio a Beth, a Mari e hoje a Anna.
E a partir daí foi um tempo só de aprendizagem e muito importante. Arrisco dizer que estes últimos 6 anos, são sem dúvida, os anos mais importantes da minha vida.... e são os anos em que navego em mar (ou lagoa) de águas calmas. Sem tragédias, sem tormentas, sem tornados.
Estou sendo obrigada, através da fé, da caminhada de todos os dias, a amar mais, a doar mais... Mais do meu tempo, mais de mim.
Como criar 2 filhos sozinha, sendo a referência para tudo... Só com muito amor!!!
Como não cair diante de um problema de saúde ou uma inquietação ou de um problema para resolver... só com muito amor!!!
E é assim que estou... nestes 6 anos... fazendo as vontades de Deus. Vivendo um dia de cada vez, sem pressa, tentando ser uma força maior, tentando ser uma família melhor e tentando, com muita força, ser uma pessoa melhor...
Ainda há soberba, vaidade, mágoas que me trazem pensamentos que não deveriam ser meus, pensamentos de uma pessoa que já deveria ter aprendido alguma coisa, mas eles são e muitas vezes me sinto paralisada...
Como amar ao próximo com a mim mesma?
Como perdoar como quero ser perdoada?
Como viver para o próximo?
Ainda não sei tudo, ainda não sei nada... Me arrependo de gestos e palavras! Me sinto linda por gestos e palavras... e diante da vida, diante dos meus amores... só sei de uma coisa... ainda tem muito espaço para ser melhor!
E 3 meses depois de fechar a porta e sair, sem saber o que ia dar, voltei... Abri o apartamento, abri as janelas, deixei o sol entrar!
Até março/abril teria que resolver a vida, arrumar uma casa nova, voltar a trabalhar...
Começou assim a saga de achar um novo ninho. Da janela do meu antigo apartamento, namorava um prédio em fase de acabamento. E foi assim que cheguei onde moro hoje, 100 metros abaixo da minha casa até então!
A mesma rua, o mesmo bairro mas o jardim seria muito diferente...
Chegou o tempo de voltar ao trabalho e lá fui eu... Tudo de novo depois de tantos meses. Com o Gabriel muito pequeno e me sentindo muito sozinha, arrumei várias ajudantes. Não ficávamos sozinhos nenhum minuto. Tinha a Babalu que logo saiu para se casar e depois voltou, tinha a Naná que ficava todo o fim-de-semana cuidando de todos, depois veio a Beth, a Mari e hoje a Anna.
E a partir daí foi um tempo só de aprendizagem e muito importante. Arrisco dizer que estes últimos 6 anos, são sem dúvida, os anos mais importantes da minha vida.... e são os anos em que navego em mar (ou lagoa) de águas calmas. Sem tragédias, sem tormentas, sem tornados.
Estou sendo obrigada, através da fé, da caminhada de todos os dias, a amar mais, a doar mais... Mais do meu tempo, mais de mim.
Como criar 2 filhos sozinha, sendo a referência para tudo... Só com muito amor!!!
Como não cair diante de um problema de saúde ou uma inquietação ou de um problema para resolver... só com muito amor!!!
E é assim que estou... nestes 6 anos... fazendo as vontades de Deus. Vivendo um dia de cada vez, sem pressa, tentando ser uma força maior, tentando ser uma família melhor e tentando, com muita força, ser uma pessoa melhor...
Ainda há soberba, vaidade, mágoas que me trazem pensamentos que não deveriam ser meus, pensamentos de uma pessoa que já deveria ter aprendido alguma coisa, mas eles são e muitas vezes me sinto paralisada...
Como amar ao próximo com a mim mesma?
Como perdoar como quero ser perdoada?
Como viver para o próximo?
Ainda não sei tudo, ainda não sei nada... Me arrependo de gestos e palavras! Me sinto linda por gestos e palavras... e diante da vida, diante dos meus amores... só sei de uma coisa... ainda tem muito espaço para ser melhor!
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Brejo
Hoje, no brejo, está assim...
Noite inteira em claro por que o filho mais velho está gripado ou sei lá o que. E no brejo, não tem plano de saúde antes de quinta-feira que vem...
O mais novo está fazendo guerra de nervos com a mãe que já está nervosa. Por dois motivos:
1- ciúmes da atenção que o mais velho está recebendo
2- está fazendo greve de aprender.... não quer saber de ler, escrever ou qualquer outra coisa relacionada a isto.
Eu, ah eu só quero chorar e gritar bem alto: VTNC.
Agora vou sair.... Vou pesquisar, investigar, distrair, procurar alternativas. Porque hoje eu só quero que o dia termine bem!!!

Noite inteira em claro por que o filho mais velho está gripado ou sei lá o que. E no brejo, não tem plano de saúde antes de quinta-feira que vem...
O mais novo está fazendo guerra de nervos com a mãe que já está nervosa. Por dois motivos:
1- ciúmes da atenção que o mais velho está recebendo
2- está fazendo greve de aprender.... não quer saber de ler, escrever ou qualquer outra coisa relacionada a isto.
Eu, ah eu só quero chorar e gritar bem alto: VTNC.
Agora vou sair.... Vou pesquisar, investigar, distrair, procurar alternativas. Porque hoje eu só quero que o dia termine bem!!!
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Muito obrigada!
Pessoas.... Só para agradecer as muitas mensagens de incentivo e carinho!
Estou contando minha história porque tenho muito orgulho dela!!!
Beijos, beijos, beijos....
Estou contando minha história porque tenho muito orgulho dela!!!
Beijos, beijos, beijos....
Ser Madame - Parte III
E durante os 30 dias entre a partida e a chegada, várias surpresas aconteceram... O Bi ainda não tinha quarto, só o enxoval que minha mãe vinha fazendo com muito carinho!
Meus colegas de Açominas, se reuniram e me deram o quarto de presente! Tinha cama, roupa de cama, carrinho, berço.... enfim tudo que precisaríamos. Foi emocionante e muito legal receber este carinho, recebê-los em minha casa para, se me lembro bem, um almoço... Adoro fazer almoços! Ganhamos também a decoração do quarto. A Mariana, lá da comunicação, fez os desenhos dos bichinhos. Ficou lindo.... Não me lembro de muita coisa deste período, mas me lembro da Renata, Rogério e Rosângela sempre por perto, tomando as providências que o quarto do Gabriel precisava. Nem sei se um dia cheguei a agradecer... Nunca é tarde, né! Todos foram amigos de verdade... Boas surpresas, boas companhias, bom amparo. Obrigada, muito obrigada mesmo! Sem vocês, sei não...
A Fátima, mãe do Felipe, amigo do Gui, também foi um anjo... Arrumou o quarto para mim, completou a decoração e enquanto eu estava lá no hospital, ela estava na minha casa ajeitando tudo! E quando chegamos, encontramos tudo em seu lugar, bem bonito, como o Bi merecia. Amiga, obrigada demais!!!
Estou aqui, tentando me lembrar onde estava e o que estava fazendo a minha amiga de todos os tempos, a Neusinha... e meu coração apitou: ela estava em todos os lugares e momentos, tentando preencher o buraco que tinha na minha vida, na minha casa de alguma forma. Para ela também vai o meu muito, muito obrigada!
Um dia recebi uma ligação da Joanita, amiga dos Araxá. E ela disse mais ou menos assim:
- Você está uma grávida muito bonita, tem que registrar este momento. Vou te dar um book da sua gestação. Esteja pronta, tal dia e tal hora que vou aí te pegar....
E veio. Fomos para a casa de uma amiga (www.ellencasadonte.com) dela que estava começando a carreira de fotógrafa. A Joanita levou roupas, jóias, bijus, maquiagem... toda a produção. Eu levei algumas coisinhas de bebê, o Gui, a barriga e a minha mãe. Sempre companheira, não deixava a gente só ou a gente se sentir só. O resultado foi lindo e também não sei se me lembrei de agradecer, mas tenho que dizer aqui.
- Jô, você me deu momentos de modelo (sonho da infância), momentos de madame (sonho de sempre), momentos felizes. Ainda me lembro das poses, das produções, do ventilador, do salto alto... me senti "the best". Obrigada, muito mais que obrigada!
O Dr Fred também merece mais que um muito obrigada. Ele tem a minha gratidão para sempre! Ele foi o instrumento da chegada do Biel. E me lembro dele falando assim:
- Preocupa não que este nasce...
Viva o Dr Fred!!! Nasceu mesmo.
Depois do parto passamos uns dias aqui, até o final das aulas do Gui. Quando ele foi liberado, viajamos para Araxá. Quando fechei a porta do meu apartamento, me deu um aperto no peito....
A sensação da possibilidade de não voltar, a sensação de fechar um ciclo, a realidade de uma vida muito diferente dali para frente.... Chorei, chorei, chorei... 360km de lágrimas! Acho que deu para molhar um lençol. O silêncio tomou conta da viagem. Ninguém sabia o que falar, ou fazer. E eu chorando...
Chegamos em Araxá no início de Novembro, licença maternidade na casa dos pais. Não me lembro de muita coisa.... mas me lembro perfeitamente que eu chorava mais que o Gabriel e a música que cantava para ele era:
"Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá"
E dá-lhe lágrimas...
Lembro também que durante este tempo o Gui fez aula de teclado. Eu ia levá-lo para a aula e em frente a casa da professora tinha uma praça. Me sentava lá e ficava pensando em nada, ou pensando no meu desespero, ou é claro... chorando. Um dia tomei coragem e enfrentei a realidade. Tinha que resolver o que fazer da vida, estava chegando a hora. Era voltar ou ficar.
Abri a bolsa, peguei um papel, fiz as contas.... Receitas x Despesas. Receita ganhou! 400,00 no azul!? O dinheiro dá?! Foda-se (já perceberam que contra o foda-se não há argumento!?)... vou voltar para o meu lugar. Liguei para a Neusinha e disse:
- Neusinha o dinheiro dá. Vou voltar!
E ela:
-Que bom Ri. Ainda bem! Estava com medo de você ficar aí...
E foi assim... 07.02.2008 de volta para casa. Desta vez chorando menos... com um pouco de esperança, com muita fé.
Tentando guardar o sonho de madame.
Tentando me adaptar à realidade de provedora.
Lembrando das palavras de minha amiguinhas das orações do Santa Dorotéia. Se precisar de ajude chame Deus, não chame seu marido. Se seu marido pudesse te ajudar estaria aqui...
E foi assim que um novo tempo começou! Tempo sair do casulo, ser borboleta!
Meus colegas de Açominas, se reuniram e me deram o quarto de presente! Tinha cama, roupa de cama, carrinho, berço.... enfim tudo que precisaríamos. Foi emocionante e muito legal receber este carinho, recebê-los em minha casa para, se me lembro bem, um almoço... Adoro fazer almoços! Ganhamos também a decoração do quarto. A Mariana, lá da comunicação, fez os desenhos dos bichinhos. Ficou lindo.... Não me lembro de muita coisa deste período, mas me lembro da Renata, Rogério e Rosângela sempre por perto, tomando as providências que o quarto do Gabriel precisava. Nem sei se um dia cheguei a agradecer... Nunca é tarde, né! Todos foram amigos de verdade... Boas surpresas, boas companhias, bom amparo. Obrigada, muito obrigada mesmo! Sem vocês, sei não...
A Fátima, mãe do Felipe, amigo do Gui, também foi um anjo... Arrumou o quarto para mim, completou a decoração e enquanto eu estava lá no hospital, ela estava na minha casa ajeitando tudo! E quando chegamos, encontramos tudo em seu lugar, bem bonito, como o Bi merecia. Amiga, obrigada demais!!!
Estou aqui, tentando me lembrar onde estava e o que estava fazendo a minha amiga de todos os tempos, a Neusinha... e meu coração apitou: ela estava em todos os lugares e momentos, tentando preencher o buraco que tinha na minha vida, na minha casa de alguma forma. Para ela também vai o meu muito, muito obrigada!
Um dia recebi uma ligação da Joanita, amiga dos Araxá. E ela disse mais ou menos assim:
- Você está uma grávida muito bonita, tem que registrar este momento. Vou te dar um book da sua gestação. Esteja pronta, tal dia e tal hora que vou aí te pegar....
E veio. Fomos para a casa de uma amiga (www.ellencasadonte.com) dela que estava começando a carreira de fotógrafa. A Joanita levou roupas, jóias, bijus, maquiagem... toda a produção. Eu levei algumas coisinhas de bebê, o Gui, a barriga e a minha mãe. Sempre companheira, não deixava a gente só ou a gente se sentir só. O resultado foi lindo e também não sei se me lembrei de agradecer, mas tenho que dizer aqui.
- Jô, você me deu momentos de modelo (sonho da infância), momentos de madame (sonho de sempre), momentos felizes. Ainda me lembro das poses, das produções, do ventilador, do salto alto... me senti "the best". Obrigada, muito mais que obrigada!
O Dr Fred também merece mais que um muito obrigada. Ele tem a minha gratidão para sempre! Ele foi o instrumento da chegada do Biel. E me lembro dele falando assim:
- Preocupa não que este nasce...
Viva o Dr Fred!!! Nasceu mesmo.
Depois do parto passamos uns dias aqui, até o final das aulas do Gui. Quando ele foi liberado, viajamos para Araxá. Quando fechei a porta do meu apartamento, me deu um aperto no peito....
A sensação da possibilidade de não voltar, a sensação de fechar um ciclo, a realidade de uma vida muito diferente dali para frente.... Chorei, chorei, chorei... 360km de lágrimas! Acho que deu para molhar um lençol. O silêncio tomou conta da viagem. Ninguém sabia o que falar, ou fazer. E eu chorando...
Chegamos em Araxá no início de Novembro, licença maternidade na casa dos pais. Não me lembro de muita coisa.... mas me lembro perfeitamente que eu chorava mais que o Gabriel e a música que cantava para ele era:
"Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá"
E dá-lhe lágrimas...
Lembro também que durante este tempo o Gui fez aula de teclado. Eu ia levá-lo para a aula e em frente a casa da professora tinha uma praça. Me sentava lá e ficava pensando em nada, ou pensando no meu desespero, ou é claro... chorando. Um dia tomei coragem e enfrentei a realidade. Tinha que resolver o que fazer da vida, estava chegando a hora. Era voltar ou ficar.
Abri a bolsa, peguei um papel, fiz as contas.... Receitas x Despesas. Receita ganhou! 400,00 no azul!? O dinheiro dá?! Foda-se (já perceberam que contra o foda-se não há argumento!?)... vou voltar para o meu lugar. Liguei para a Neusinha e disse:
- Neusinha o dinheiro dá. Vou voltar!
E ela:
-Que bom Ri. Ainda bem! Estava com medo de você ficar aí...
E foi assim... 07.02.2008 de volta para casa. Desta vez chorando menos... com um pouco de esperança, com muita fé.
Tentando guardar o sonho de madame.
Tentando me adaptar à realidade de provedora.
Lembrando das palavras de minha amiguinhas das orações do Santa Dorotéia. Se precisar de ajude chame Deus, não chame seu marido. Se seu marido pudesse te ajudar estaria aqui...
E foi assim que um novo tempo começou! Tempo sair do casulo, ser borboleta!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Ser Madame - Intervalo
Preciso de um intervalo, para recuperar as forças para contar a parte mais importante da minha vida: o nascimento dos filhos!!!
Depois de 3 anos casada, tudo lindo e maravilhoso... engravidamos do Gui. Tudo correu muito bem, em harmoniosa tranquilidade, grávida junto com a comadre, uma beleza! Filhos pequenos crescendo juntos... Durante a gravidez, passei os 3 últimos meses de cama, mas isso foi tirado de letra.... era tempo de descansar para aguentar todo o trabalho que viria depois!
Em 2004, aconteceu a morte da minha muito querida e muito família avó Cau! Mesmo diante de tanta tristeza pela sua morte, presenciei uma das muitas cenas bonitas da minha vida. Ver seus 8 filhos velando e despedindo do seu corpo e ressaltando em gestos e união a sua alegre passagem por nossas vidas. Naquele momento decidi que era hora de ampliar a família. Que ter um irmão é realmente ter um esteio e um companheiro.
Muitas tentativas para engravidar, 2 fracassos, pois sofri 2 abortos um de 4 semanas e um de 5 meses, aconteceu a tão esperada gravidez! Início de 2007, depois de vários exames negativos, vem a nóticia... Sim, estou gravidíssima. Com medo de mais um fracasso, esperamos passar bastante tempo para curti e anunciar a gravidez. Fiz tratamento para segurar o bebê durante toda a gestação, com o Dr das gravidezes impossíveis, o Dr Fred e estava sempre disposta, animada, um coco.Gravidez as 1000 maravilhas... vem a D. Morte e fez tudo aquilo que já contei no post anterior.
Uma cena muito marcante e que não sai da cabeça é o momento de sentir as dores do parto, o momento de ir para o hospital!
A dor veio de madrugada, como era fera para dar a luz, sempre parto normal e bem rápido, chamei minha mãe e partimos para a maternidade de taxi. Foi uma "viagem" longa e dolorosa... ir para o hospital, sem o marido, sem quem segurar na minha mão, sem a foto da família na saída, mas era o que eu tinha!
O parto foi lindo, o mais lindo de todos.... Sala à meia luz, música clássica, enfermeiras empurrando a barriga, a estréia, o choro.
Não me lembro como, mas provavelmente foi por mim mesma, minha história do perde/ganha se tornou referência na ala do hospital e para minha surpresa, na minha saída, em mais aquele momento de dor horrível para a "viagem" de volta para casa, a enfermeira me pede para passar no quarto das mães solteiras e ela disse assim:
- Antes de ir, passe ali naquele quarto, dê uma força para todas essas mães que estão aí. Elas precisam conhecer sua força!
E lá fui eu para mais um testemunho de que Deus dá o cobertor do tamanho do nosso frio. Não acredito nisso mas....
E voltamos para casa.... E recebi uma carta assim:
" Querida Rinara:
Antes de tudo, parabéns pelo nascimento desta tão aguardada criança! Céus e terra se curvam diante do mistério de uma nova vida, presente maravilhoso, dom inefável de Deus.
Ao abraçar você, com grande carinho, gostaria de passar-lhe alguns pensamentos que me vieram à cabeça, e que devem ter sido como que recados do Senhor a lhe serem transmitidos.
Questionei a Deus o porquê de não ter escutado o nosso pedido para que o nascimento não se desse neste sábado (13), conforme você me pedira... Custava ter esperado mais um ou dois dias? Perguntei a Ele. Sua resposta silenciosa, mas eloquente foi mais ou menos a seguinte:
"O tempo certo dos acontecimentos, ligados à essencialidade da vida, sou Eu que o estipulo e sempre o faço de maneira correta em função de um bem superior, que na maior parte das vezes vocês não percebem, principalmente se tiverem traçado planos diferentes.
No caso presente, sua amiga Rinara provavelmente não desejava que o nascimento da criança ficasse ligado à morte do pai, ocorrida há exatamente um mês, mas Eu desejei esta ligação, para que ela compreendesse que a morte do Frederico tem todo o sentido de uma Vida plena! Já foi este o sinal que quis transmitir quando o sétimo dia de seu novo nascimento coincidiu com o aniversário do seu primogênito.
É como quem está de posse da VIDA que o Frederico quer e necessita ser lembrado. Cada comemoração festiva dos aniversários dos filhos encherá de alegria tanto a ele, quanto a Mim mesmo. A Rinara não pode comparecer à missa do trigésimo dia da chegada do seu marido, de volta à nossa casa, a casa do Pai, mas o nascimento do seu bebê teve uma conotação simbólica e litúrgica mais significativa do que se ela tivesse participado do meu Santo Sacrifício. Foi por Amor que Eu me entreguei, e é por Amor que estou lhe enviando esta mensagem. Que ela envolva o seu neném com a imensa ternura de quem sabe que Eu e Frederico estamos juntos dela, amando-os, abençoando-os e fazendo uma grande festa!"
É este querida, o recado que me foi inspirado. Todo o carinho desta sua amiga, com os parabéns extensivos aos felizes vovós. Aglaê "
E neste dia, ao ler esta carta, decidi que não mais brigaria com Deus. Que em minha vida, a partir daquele momento seria feita a Sua vontade, sem porquês, sem para que.... Afinal a vida é a vida. Deus é Deus. E eu apenas...
domingo, 8 de setembro de 2013
Ser Madame - Parte II
e do dia 24.maio.2007 a 13.setembro.2007, à medida em que a barriga ia crescendo a esperança ia diminuindo. O Marido iria morrer e o filho iria nascer. Isso mesmo, estávamos grávidos!
Foram 100 dias para a despedida. Foram 100 dias de espera por um milagre. A vida ou Deus não poderiam ser tão maus com uma família daquele jeito. Mas a vida é a vida. Deus é Deus... e neste tempo o que tivemos foi a passagem de pessoas belíssimas na nossa casa...
D. Neusa e D. Aglaê que iam até nós, diariamente, para nos trazer momentos de oração e a comunhão com Deus.
O grupo de orações do Colégio Santa Dorotéia que passei a frequentar às quartas-feiras.
Meus cumpadres e hoje irmãos, Betina e Vinícius, que não nos desampararam e principalmente não desampararam o irmão um minuto sequer.
Meu sobrinho Konrado que esteve presente em gestos lindíssimos e de puro amor.
Minha irmã me gerenciando nas funções hospitalares lá da Austrália.
Meus pais em oração, promessas e apoio diário.
A casa que até então era banhada de música, cervejinha nas noites de quinta, sexta e finais-de-semana, jantares e comemorações, encontros no Shopping depois de um dia de trabalho, via sacra pelos botecos da cidade, idas ao Minas... ficou doente. Toda a família ficou doente.
Uma grande lição que tirei deste acontecimento: Uma pessoa da família doente --> família doente.
E então o marido morreu. Levou com ele o pai dos meus filhos, o homem culto, inteligentíssimo, dedicado, estudioso, esforçado, gentleman e a minha chance de ser Madame.
Do sonho e de todo o investimento que tinha feito até então, me sobrou a chance de ser provedora.
Provedora dos filhos, provedora da casa, provedora de exemplos, provedora da alegria de novo. E no dia 13.setembro.2007, não por acaso, nossas vidas ficaram amarradas para sempre. E nossas datas passaram a ser...
13.setembro.2007 - 05:00 - morre o pai
19.setembro.2007 - aniversaria o filho mais velho. Não fiz, aqui em BH, missa de sétimo dia. Fiz bolo e cantei parabéns para o Gui.
13.outubro.2007 - 07:20 - estréia do Bi na terra, ao som de música clássica, pelas mãos do Dr. das gravidezes impossíveis, Frederico José Amedee Peret.
Bi que hoje, véspera de completar 6 anos, tenta racionalizar quem e como é a sua família. A sua história. A morte está se fazendo presente em consciência. A estrelinha está deixando de ser pai, para ser um elemento do universo.
Foram 100 dias para a despedida. Foram 100 dias de espera por um milagre. A vida ou Deus não poderiam ser tão maus com uma família daquele jeito. Mas a vida é a vida. Deus é Deus... e neste tempo o que tivemos foi a passagem de pessoas belíssimas na nossa casa...
D. Neusa e D. Aglaê que iam até nós, diariamente, para nos trazer momentos de oração e a comunhão com Deus.
O grupo de orações do Colégio Santa Dorotéia que passei a frequentar às quartas-feiras.
Meus cumpadres e hoje irmãos, Betina e Vinícius, que não nos desampararam e principalmente não desampararam o irmão um minuto sequer.
Meu sobrinho Konrado que esteve presente em gestos lindíssimos e de puro amor.
Minha irmã me gerenciando nas funções hospitalares lá da Austrália.
Meus pais em oração, promessas e apoio diário.
A casa que até então era banhada de música, cervejinha nas noites de quinta, sexta e finais-de-semana, jantares e comemorações, encontros no Shopping depois de um dia de trabalho, via sacra pelos botecos da cidade, idas ao Minas... ficou doente. Toda a família ficou doente.
Uma grande lição que tirei deste acontecimento: Uma pessoa da família doente --> família doente.
E então o marido morreu. Levou com ele o pai dos meus filhos, o homem culto, inteligentíssimo, dedicado, estudioso, esforçado, gentleman e a minha chance de ser Madame.
Do sonho e de todo o investimento que tinha feito até então, me sobrou a chance de ser provedora.
Provedora dos filhos, provedora da casa, provedora de exemplos, provedora da alegria de novo. E no dia 13.setembro.2007, não por acaso, nossas vidas ficaram amarradas para sempre. E nossas datas passaram a ser...
13.setembro.2007 - 05:00 - morre o pai
19.setembro.2007 - aniversaria o filho mais velho. Não fiz, aqui em BH, missa de sétimo dia. Fiz bolo e cantei parabéns para o Gui.
13.outubro.2007 - 07:20 - estréia do Bi na terra, ao som de música clássica, pelas mãos do Dr. das gravidezes impossíveis, Frederico José Amedee Peret.
Bi que hoje, véspera de completar 6 anos, tenta racionalizar quem e como é a sua família. A sua história. A morte está se fazendo presente em consciência. A estrelinha está deixando de ser pai, para ser um elemento do universo.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Ser Madame - Parte I
Desde a adolescência sonhava em ser MADAME. O que é ser madame? Vou explicar:
Para mim, nos meus devaneios e desejos, madame é aquela mulher que não precisa trabalhar, pois tem um provedor. Faz caminhada ou ginástica no meio da manhã ou no meio da tarde. Faz aulas de porcelana. Leva e busca filho o dia inteiro. Não tem dia ou hora para frequentar o Mercado Central ou o Shopping ou a Academia ou... Madame para mim nunca estará na janela da cortina fechada!
Quando me casei, tive a sorte (ou o olhar) de escolher um homem com muito potencial para me fazer Madame. Ele era muito culto, inteligentíssimo, dedicado, estudioso, esforçado, ótimo pai e um gentleman
(google: Homem com modos, não especificamente rico, e sim com classe de berço, um homem não se torna um gentleman, ele nasce um ). Um aparte interessante. Característica ou dom herdada pelo filho mais velho.
E quando eu percebi que teria a chance de através dele, me tornar "a Madame", apostei todas as minhas fichas e me dediquei muito para que este dia chegasse...
Durante anos fui a mulher que o ajudou a estudar: 2 graduações e 1 mestrado. Ficava com nosso filho mais velho, todas as noites para ele estudar e trabalhar. Levava e buscava o filho mais velho de ônibus, pois ele precisava do carro para trabalhar... e estudar... e me fazer madame. Anos na janela da cortina fechada, olhando pela fresta e pensando que o que estava fazendo estava valendo a pena... pois eu estava a cada dia mais próxima de lá... "do Madamismo"!!!
E quando o jardim estava todo arado, plantado, irrigado, florescendo e pronto para dar frutos... veio a dona morte, com seu facão. Pegou minha cesta de ovos, sem dó nem piedade, jogou no chão... Todos se quebraram e... eu fui para o brejo. Brejo número 2. A segunda mais dolorosa experiência da minha vida.
E do brejo eu só via uma coisa. A vaquinha, lá na janela da cortina fechada, a única capaz de não me deixar voltar para traz... Voltar para Araxá, para ser sei lá o que ou sei lá quem.
Um dia, durante a licença maternidade do segundo filho, sentada no banco da Praça Governador Valadares, em Araxá, peguei um pequeno pedaço de papel e fiz a conta de todas as 2 receitas e de todas as muitas despesas. Sobrou 400!!! Encontrei a mola, a mola que me impulsionou para fora do brejo... Voltar, tentar, recomeçar. Na capital dos meus sonhos.
Capital que conheci pela Avenida Amazonas, caminhões, ônibus, um mundo de carro em 1981, passando por aqui rumo a Cabo Frio.
Para mim, nos meus devaneios e desejos, madame é aquela mulher que não precisa trabalhar, pois tem um provedor. Faz caminhada ou ginástica no meio da manhã ou no meio da tarde. Faz aulas de porcelana. Leva e busca filho o dia inteiro. Não tem dia ou hora para frequentar o Mercado Central ou o Shopping ou a Academia ou... Madame para mim nunca estará na janela da cortina fechada!
Quando me casei, tive a sorte (ou o olhar) de escolher um homem com muito potencial para me fazer Madame. Ele era muito culto, inteligentíssimo, dedicado, estudioso, esforçado, ótimo pai e um gentleman
(google: Homem com modos, não especificamente rico, e sim com classe de berço, um homem não se torna um gentleman, ele nasce um ). Um aparte interessante. Característica ou dom herdada pelo filho mais velho.
E quando eu percebi que teria a chance de através dele, me tornar "a Madame", apostei todas as minhas fichas e me dediquei muito para que este dia chegasse...
Durante anos fui a mulher que o ajudou a estudar: 2 graduações e 1 mestrado. Ficava com nosso filho mais velho, todas as noites para ele estudar e trabalhar. Levava e buscava o filho mais velho de ônibus, pois ele precisava do carro para trabalhar... e estudar... e me fazer madame. Anos na janela da cortina fechada, olhando pela fresta e pensando que o que estava fazendo estava valendo a pena... pois eu estava a cada dia mais próxima de lá... "do Madamismo"!!!
E quando o jardim estava todo arado, plantado, irrigado, florescendo e pronto para dar frutos... veio a dona morte, com seu facão. Pegou minha cesta de ovos, sem dó nem piedade, jogou no chão... Todos se quebraram e... eu fui para o brejo. Brejo número 2. A segunda mais dolorosa experiência da minha vida.
E do brejo eu só via uma coisa. A vaquinha, lá na janela da cortina fechada, a única capaz de não me deixar voltar para traz... Voltar para Araxá, para ser sei lá o que ou sei lá quem.
Um dia, durante a licença maternidade do segundo filho, sentada no banco da Praça Governador Valadares, em Araxá, peguei um pequeno pedaço de papel e fiz a conta de todas as 2 receitas e de todas as muitas despesas. Sobrou 400!!! Encontrei a mola, a mola que me impulsionou para fora do brejo... Voltar, tentar, recomeçar. Na capital dos meus sonhos.
Capital que conheci pela Avenida Amazonas, caminhões, ônibus, um mundo de carro em 1981, passando por aqui rumo a Cabo Frio.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Para minhas irmãs...
Na infância a dupla que brincava de boneca, de vender coisas de bar na garagem...
Na adolescência a cúmplice para o namoro, para as peraltices...
Na idade adulta a companheira na alegria e na tristeza.
Irmã a gente não escolhe. A gente tem!!! Tem que curtir, aproveitar, receber, respeitar, viver para apoiar e acudir. Minha irmã é assim.
Irmãs de mãos prontas para afagar, palavras bonitas e verdadeiras.
Irmãs para ajudar a crescer e a escolher um caminho.
Irmãs que trazem a luz num momento de desespero.
Irmas que ajudam a encontrar uma solução num momento de dúvida.
Irmãs para brindar a vida.
Irmãs que machucam.
Irmãs que perdoam.
Irmãs para ser irmandade.
E no brejo... ah no brejo.... estão todas lá! A irmã de sangue, as irmãs de fé, as irmãs camaradas, as irmãs irmandade e até novas irmãs de brejo.
Elas estão todas lá dentro do meu coração, me enchendo de inspiração para tentar ser sempre uma irmã melhor.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Dia Feliz!
Primeiro de tudo e antes de qualquer coisa, tenho que agradecer o CARINHO de todos que se manifestaram sobre o meu blog!
Comentários no face... Mensagens inbox..... Telefonemas... Link compartilhado... que surpresa deliciosa!!!
Confesso que ontem pensei muito e entre uns 10 vou não vou resolvi arriscar e divulgar o blog no face! Estava com vergonha da exposição. Com medo de arriscar. Sem coragem para começar. E o resultado veio em forma de uma frase linda, de uma ligação que recebi hoje, logo pela manhã...
- "Você tem um sol dentro do seu peito que brilha muito e contagia a todos que estão na sua volta".
Mais uma vez, olhei para o céu, hoje meio cinzento e chuvoso, mas meu agradecimento atravessou as nuvens e novamente: Obrigada mãezinha por mais este presente!!!
E hoje em mais um dia de mãe full time, reunião na escola, com a professora e a supervisora do Bi, o filho mais novo!
Conselhos, sugestões, notícias boas... Ele está se desenvolvendo e de agora para frente, com minha disponibilidade, vai ser aquele salto! Amém.
Durante o papo a Vaquinha foi pro Brejo também foi assunto... A supervisora acaba de perder um sobrinho de acidente de carro! Existe brejo maior que este? Eu não conheço. Como pode uma mãe, perder seu filho tão amado?! Voltei de lá pensando... Socorro!!! Como sair deste brejo??? E só achei uma resposta.
FÉ, FÉ, FÉ toda a FÉ em DEUS. Só ele pode prover o cobertor que aquecerá esta e tantas outras famílias em cada data comemorativa, em cada aniversário que não será mais cantado o parabéns, em cada acontecimento que o novo anjo deveria estar presente! Só Deus é capaz de nos dar a resignação para do respirar fundo e seguir a vida... fora do brejo. Só Deus é capaz de enxugar as nossas lágrimas, porque só dele recebemos o maior amor do mundo!
Hoje meu dia está feliz, porque recebi força para continuar. No face, na escola, nos emails, em uma singela conversa de muito afeto.
A chuva de setembro limpa a rua lá fora. Minhas lágrimas lavam meu rosto. A casa cheira bolo de cenoura...
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Sem inspiração, mas com emoção
Hoje estou meio sem inspiração. A vida de mãe full time
continua, com uma virose no meio, do Gui o filho mais velho! Remédio, febre,
soninho, lanchinho para ele na cama.
Por um momento quis me sentir improdutiva, afinal não estou
faturando, mas este pensamento logo foi embora. No lugar veio o pensamento de que estou
vivendo a minha casa, meus filhos, construindo um novo relacionamento no meu
núcleo familiar. Acalmei-me e agradeci de novo à minha mãezinha do céu! Céu
lindo, todo azul só para mim às 10:15 da manhã, 40 minutos de caminhada pela
rua afora, bem sozinha... rumo à terapia. Mais um parabéns pelo presente que
recebi: a chance de melhorar a qualidade da minha vida. Pensamento funcional,
você até merece alta, mas vamos cuidar do seu futuro!!!
Agenda, planilha de atividades, um monte de tarefa para
casa... assim é a terapia cognitiva que está me trazendo um conhecimento legal
de mim mesmo e o mais importante, me ensinando que viver é planejar. A magica
não existe.
Ju veio passar a tarde aqui, ela é mãe do colega do Bi e
está fazendo a adaptação da filha mais nova no colégio aqui do lado. Trouxe o
pão, salame, pãozinho recheado e coca-cola. Algum dia já tive isto numa
terça-feira, assim, sem estar doente ou operada? Ah! Acho que não...
Perguntei se a vaquinha dela já foi para o brejo. Ela disse
que não. As águas onde ela navega são tranquilas... mas a vaquinha do pai e da
mãe já visitaram o brejo várias vezes. Por motivos de saúde principalmente, mas
todas as vezes a vaquinha saiu de lá, mais forte, mais valente e sempre com a
proteção de Deus! Alguns feitos do Divino Pai Eterno, o cuidado do pai pela mãe
em momentos de dor, um novo trabalho do pai para recomeçar e recomeçar. A impressão
é que mesmo que os momentos sejam difíceis, a fé e a vontade de superar e
vencer e melhorar são tão maiores, que o sofrimento passa a parecer irrelevante
na história toda!
E agora estou aqui. Casa com amiguinhos, lutas, flechas, o
som da bateria vindo lá de dentro. Obrigada mãezinha! Mais um dia ocupada com o
melhor que tenho meus filhos!
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Perdendo mais um sobrenome!
Acordei as 5:25 de um sobressalto, segundos antes do
despertador tocar! A sensação era de que não poderia perder aquele compromisso tão importante!!!
Hoje é dia de oficializar a separação. A segunda, diga-se de
passagem. A primeira aconteceu em 2007, de forma muito trágica, mas isso é
outra história.
A segunda separação acontecerá lá pelos lados de Ouro
Branco, lugar onde passei algum tempo, diariamente, e o tempo passado por lá
foi de dias muito difíceis. Também uma outra história.
De 1999 até hoje me chamei Rinara Cunha Ribeiro Gerdau. E
este último nome, principalmente nas fichas de crédito, cadastro, palestras,
mundo SAP e afins sempre me fez importante! Quantas vezes ouvi: “oh você
trabalha na Gerdau!?”. Pois sim, até hoje, SIM, mas agora não o tenho mais.
Agora é um voo solo, só eu, só Rinara Cunha Ribeiro.
Num espaço de 6 anos minha ficha que era linda e completa, era assim:
Rinara Cunha Ribeiro, casada, analista de sistemas da Gerdau
Hoje ela passou a ser assim:
Rinara Cunha Ribeiro, viúva, ??? (do lar, mãe, disponível no mercado, ex Gerdau...)
Esta separação não me causa sofrimento nem dor. Me proporciona alívio
e a benção de saber que fiz a escolha certa, durante todos estes anos. Anos em
que a minha família sempre esteve em primeiro lugar. Trabalhava sim, tinha horário sim, estava disponível sim, mas estava mais disponível para minha família
e agora para ela estou voltando... durante um tempo full time, como estive disponível
full time, muitos dias, muitos findis, muitos projetos.
Esta separação me fez ser importante no dia de hoje. Pela
primeira vez, um carro, com motorista, só para mim... Voltamos conversando e eu
contei para o motorista que minha vaquinha tinha ido para o brejo. Na mesma
hora ele me contou que a dele também um dia visitou este lugar, mas que ele não
tinha vontade e nem coragem de me contar como foi seu brejo... Trazia
sofrimento! Tempos de sofrimento que hoje não cabem mais na vida dele, que deu
a volta por cima. Tem filha doutora (médica mesmo), filha concursada que ganha
super bem, filha na faculdade. Casa em construção, vai ficar linda, com os
melhores materiais de acabamento, uma esposa companheira, que trabalha, que tem
boa renda! E a parte triste do brejo, que ele deixou escapar foi:
- "Sabe menina, bem no meio daquela confusão e daquele sofrimento,
o motor do carro da minha esposa, ainda fundiu. E ela carregava crianças para as
aulas, para todos os cantos. E quando ela foi dar a noticia para uma das mães de
que não faria mais este serviço, a senhora perguntou na hora o por que e ao
saber do motor fundido, deu-nos um motor
novinho em folha. Assim são as pessoas boas que Deus coloca no nosso caminho. E
daí nós começamos a dar a volta por cima e hoje eu sou outra pessoa.”
E histórias assim vão me acompanhar. Noites e dias de
tormentas, que com determinação, coragem, fé em Deus e pé na estrada me farão
ver que a vida é mais, que o mundo é mais, que as pessoas são mais... E que o
brejo é florido para quem quer flores!
Cheguei em casa, pronta para ser mãe... em tempo integral...
pelo tempo que Deus me permitir! Assim será.
E pessoas especiais já estão cruzando meu caminho, nossa
dentista que não cobrou a consulta hoje... A moça da Unimed que me desejou
sucesso pela minha escolha e me abençoou. E neste momento, me sinto a mais
forte e corajosa de todas as pessoas.
Fim-de-semana é igual para todo mundo
É fim-de-semana... E o que tenho a dizer daqui do brejo!?
Fim-de-semana é igual para todo mundo! Nenhuma emoção ou
novidade. Apenas curtindo meus amores, sem pensar, sem planejar, sem
calcular...
Mas chegou o Fantástico e.... alívio! Amanhã sou dona do meu
tempo! Ah não... Amanhã será dia de rescisão. Terei que acordas as 5:30. Assim
seja.
30.08 foi assim...
O dia amanhece enquanto estou escrevendo meu primeiro dia de
vaquinha que foi pro brejo... Quando acabo de escrevê-lo logo me lembro de que
se quiser posso dormir mais. E assim fui para a cama! TV ligada em algum canal,
soninho gostoso com gosto de liberdade!
Hoje sou dona do meu dia! Hoje sou dona da minha agenda!!!
Essa frase vem retumbando como o som do tambor na minha cabeça já há algum
tempo... Como ser dona da minha agenda!?
Pois bem, acordo assustada, que horas são? Onde estou? O que
está acontecendo?! Ah está acontecendo que vou experimentar ser mãe, full time,
na manhã de hoje.
Acordo o BI, xixi, dente escovado, troca de roupa, futebol.
Xiiii no futebol hoje tem bobinho! Ele não vai querer ser um.... Sofreu um
pouco, roubou outro tanto de bola, emburrou e veio pedir socorro para a mãe!
- Mãe, estão falando meu nome, estão me deixando nervoso.
- Bi, o que você tem que fazer?
- Roubar a bola mãe, mas eles ficam falando meu nome e tiram
minha concentração.
- Bi, olha firme para a bola, esquece do mundo, vai lá e
rouba a bola.
- Ah é mãe?
- É!!!! Gooooooooooooooooool
Gol do Bi, o de hoje oferecido para o KK. Ele tem que chegar
logo para receber o presente, né mãe...
Voltando para casa, tem que ficar no play, afinal se desceu,
tem que brincar.... Corre, pula, dá tiro (tem todo tipo de metralhadora. FIRE!
FIRE! Nem sabia que metralhadora falava!!!), mais bola e jogo e
goooooooooooooooooool.
Subindo para casa, banho, uniforme, fome, para-casa. Conta
pipa, conta papo.... É pipa de fato!!! Fim do para-casa. Uma partidinha de
xadrez. Perdi de novo! Almoço, pão com molho... Primeiro turno MÃE. Cansada!
Não sabia que era trabalhoso e tão bom assim. E o sorriso, a alegria, a
satisfação dele e minha. Será isso um presente como os outros que o dinheiro
compra???
De novo para a escola.... Encontro com várias mães, oi,
tchau... E encontro com a Ju. Vamos para o Carrefour e depois para minha casa e
depois para a loja comprar coisas para a festa do Be e volta para casa....
E vou fazer bolo e torta. Hoje o amor está de volta...
Empadão de bacalhau com macarrão (que só a mãe dele fazia! Eu doida d+, tentei
para agradar). Tá lindo, vamos ver se é bom!!!
Enfim, hoje foi um dia de vaquinha no brejo que foi mãe,
amiga, cozinheira e à toa. Vai ser bão sô!
Mas a cabeça fervendo, os planos borbulhando, o ânimo se
animando... Tenho que pedir desculpas para um ex-colega de trabalho. Ele me
ligou para dar uma força, não deixei... Só eu que fiquei falando.... Foi mal,
Léo!
E assim termina meu dia... Na porta da sala do filho Bi.
- E aí Rinara, agora que você está “madame”, vamos fazer um
chazinho da tarde lá em casa dia desses?
Esta foi a pergunta de uma mãe! Na hora mandei um rápido
agradecimento para minha mãezinha do céu... Obrigada mãe, ser madame.... mesmo
que em palavras, um sonho realizado!
28.08 e 29.03 Primeiros dias de brejo...
“Entramos em desespero,
mas, daí em diante,
tivemos que fazer
outras coisas,
desenvolver outros
meios de sobrevivência.”
E a minha vaquinha foi pro brejo. Durante quase quinze anos fiquei
lá... assistindo o mundo ferver através da janela e da cortina fechada!
Quando eu ousava chegar perto dela, via um mundo tão grande,
agitado e movimento do lado de fora que até me assustava. Sempre pensava o que
estou fazendo aqui que não estou acompanhando essas pessoas? O céu azul,
brilhando... hoje é dia de praia! O céu cinza, chorando... hoje é dia de pipoca
com filminho na TV. Sexta-feita!? A libertação
da "prisão sem grades": da janela e da cortina fechada.
Mas eu tinha que estar lá, grudadinha na minha vaquinha,
literalmente tirando e levando para casa o “leitinho” das minhas duas criançinhas.
Sem perspectiva de crescer, se não fosse para os lados (comer, comer, comer
para alimentar minha frustração). E agora passou o moço, me viu distraída na
janela, com meus sonhos e devaneios (que
diga-se de passagem, são vários) e me empurrou... sem cerimônia, sem
misericórdia. Só com um “cadim” (mineirês que significa um pouco) de dó!
Cheguei no brejo e encontro um brejo florido e cheio de
esperança. Se eu disser que estou com muito medo, até mesmo em pânico, vai ser
mentira pura... Mas toda hora que o desespero toma conta, vejo flores, num
jardim florido, borboletas e muita esperança e vontade de fazer parte deste
mundão fervilhante que agora estou vendo aqui do brejo, não mais da janela e da
cortina fechada.
A primeira pessoa a saber, o filho mais velho...
- Filho, minha vaquinha foi pro brejo.... (silêncio....)
- Filho, o que você acha disso??? (silêncio....)
- Filho fala alguma coisa!
- Ah sei lá. Diferente! Não tenho experiência com vaquinhas
indo pro brejo!
- Filho, conversa comigo, me ajuda a pensar num rumo, a me
movimentar e agitar... me aplica essas coisa bacanas que você lê, me ajuda a
construir alguma coisa para frente!?
- Mãe, falando com a pessoa errada! E eu lá sou agitado?
- Mãe, as coisas que eu gosto de ler não são de construir,
são de desconstruir! Para construir você tem que conversar com o namorado!!!
A minha primeira experiência já foi engraçada, mas eu sofri! Fui buscar meu filho de 5 anos na escola, encontrei com a Lili, mãe da coleguinha dele, por sinal duas criaturas de Deus, lindas, meigas, educadas, delícias de estar e entusiasmei com aquele acontecimento. Fui bater papo... De repente, cadê o filho? O filho sumiu!!! Aflição, o assunto acabou, todo mundo apavorou e o fofo lá! Pendurado na janela... só me esperando chegar!
E assim chegamos em casa, hora de dormir, carinho... Eu
chamo: Bi! Vem me fazer um carinho, estou tristinha... E segue o diálogo:
- Mamãe, por que você está tristinha?
- Ah Bi! É que não trabalho mais na Janela da Cortina Fechada
(um aparte, adorei a inspiração deste nome!!! Sempre foi assim que vi este
lugar!!!).
- Mããããe, você foi demitida?
- Fui meu filho?
- Mãe, e você vai ficar sem dinheiro?
- Acho que vou meu filho!
- Mãe vai lá, pede para eles te recontratarem!!
- Por que meu filho!?
- Porque eu quero que você tenha dinheiro para comprar
brinquedos para mim!!!
- Ah meu filho, agora não dá mais... mas a mamãe vai arrumar
alguma coisa para fazer. Não se
preocupe.
- Mãe, vira lojista. Como que faz para ser lojista, mãe???
- Boa noite meu filho! Sonhe com os anjos...
E assim, foi meu primeiro dia com a vaquinha no brejo... e
agora são 5:40 da madrugada, dia 30.08 nascendo e hoje é o primeiro dia sem a
Janela da Cortina Fechada! Bom Dia Vida!!!
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