sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Dia dos Pais - 2015


Este é o Gabriel, ele nasceu em 13/10/2007 exatos 30 dias e 2 horas após o falecimento de seu pai!
O Gabriel é uma criança muito especial. Ele é feliz! Tem um vocabulário lindo! Super carinhoso! E o mais importante, não guarda seus sentimentos, tudo é expressado com muita facilidade.
Ontem fui buscá-lo na escola e as emoções estavam a todo vapor, pois foi o dia de fazer o presente do dia dos pais! 
E choramos pelo caminho... durante o almoço... durante a tarde.... Ele chora pelo pai que não conheceu, pelo colo dele que nunca teve, pelo beijo dele que não conhece, pelo calor dele que nunca sentiu.
Eu choro pelo medo de criar dois filhos sozinha, pelas escolhas que às vezes me arrependo de ter feito, por ser a única provedora, por não ter a família completa que tanto sonhei, pela madame que ainda não sou...
Ontem foi um dia de muitos histórias, tive que contar pra ele várias coisas.... como conheci o pai, como me tornei mãe, do que gosto no meu papel de mãe, como viver a nossa vida tendo a certeza de que a dor do Gabriel, a minha e a do Guilherme não são maiores que a dor de ninguém. Elas são as nossas dores, as dores que nos transformam e nos fazem diferentes de todo mundo. 
No meio de tanto história ele disse:
- Mãe, vou fazer um cartão para meu pai e ficar esperando um dia de muito vento. Aí vou jogar o cartão no vento e tenho certeza que ele vai subir para o céu e vai chegar nas mãos do meu pai.
- Que legal Gabriel, faça mesmo. E até bom porque agosto é um mês de muito vento e vai dar certo....
- Vai mesmo mãe? Então minha ideia foi muito boa!
- Ah!!!! Foi ótima.

E no meio da madrugada, recebi um recado:
- Mande o cartão usando um balão.... Assim o bilhete vai subir e ele terá a certeza de que foi entregue.

Assim eu fiz! Arrumei lindos balões que voam, amarramos o bilhete, e ele soltou os balões do ponto mais alto do nosso prédio. Agora ele tem certeza de que só ele teve esta ideia. Que ele foi o único filho que fez esta linda homenagem para seu pai neste mundo. E tem a mais absoluta certeza de que será entregue até o dia dos pais. E o que ele quer com isso? Que todos fiquem sabendo o quanto ele ama o pai. Um amor que não precisa de provas, imagens, contato. Precisa apenas da certeza de que ele existe. 

Amor é assim né. É AMOR e pronto!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Até eu descobrir que o milagre estava em mim, nada aconteceu...

Este blog conta a minha história. História de uma pessoa que já caiu e já se levantou algumas vezes. Sofri uns baques duros da vida, mas não os classifico como piores, mais doloridos ou mais trágicos do que os seus, do que os de todo mundo. Os classifico apenas como minhas dores.

E muito forte na minha vida foi a espera pelo príncipe encantado, no cavalo branco, com aquela capa vermelha e esvoaçante .... Esta cena ouso dizer que é até mais linda e romântica do que as cenas da Branca de Neve, da Cinderela e nem sei mais quais delas... E esta cena seria um milagre.... que óbvio não aconteceu!

E muito forte na minha vida foi o desejo de ser madame. Esposa de marido bem sucedido, que faz massagem no meio da tarde, que faz ginástica no meio da manhã, que entre uma atividade e outra de uma vida muito ocupada.... participa de ONGs e faz aulas de pintura e isso e aquilo. E esta cena seria possível pois é a realidade de algumas mulheres, mas este milagre para mim também não aconteceu!

No meio de tanta espera veio a Dona Morte, que levou o marido promissor... Veio a realidade que me deixou aqui... Sem saber o que fazer, mas sem saber o que fazer MESMO.

Já se passaram alguns anos da partida, e durante estes anos por muitos dias fiquei sentada no sofá esperando, esperando..... e chegou.... a depressão, o vazio, a tristeza, a falta de perspectiva. Corpo parado, cabeça sonhando com o impossível, coração partido e.... milagre, oh milagre!!! Cadê você meu filho!? Não veio.

Não vieram os milagres "desejados", mas vieram pessoas que me deram a mão. O namorado aconselhando fazer um plano de carreira, a amiga fazendo acordar para a realidade, a janela da cortina fechada deixando o ambiente cada dia mais escuro, a decisão de procurar ajuda.

Da decisão a ação, procurar e encontrar: uma empresa de recolocação profissional  que me fez encontrar uma terapia que me fez encontrar coisas que me dão prazer e fazê-las, que me fez estudar, que me fez conhecer pessoas novas, que me fez participar da vida escolar do meu filho, que me fez olhar para dentro, ver e sentir a beleza de ser eu. Ver em cada passinho e em cada acontecimento da minha vida um milagre.

Assim pequenos milagres se transformam na pessoa especialmente feliz que sou, na pessoa que se sente amada e que sabe amar que eu sou.

Ainda não fiz grandes coisas e nem quero fazê-las. Quero fazer pequenas coisas, mas quero fazê-las todos os dias. Caminhar feliz para me encontrar com meus objetivos (já não são só sonhos mais) logo ali na frente, depois da caminhada necessária e depois de colecionar todos os milagres que eu faço por mim, pela minha vida.

Agora eu sei, o milagre está em mim. Está nas coisas que sei fazer. Esta na minha caminhada! E por isso já não dá mais para caminhar com os pés e sapatos dos outros. Tem que ser com os meus mesmos, lindos, apertados, confortáveis, novos, velhos. Meus milagrosos sapatinhos.... um passo de cada vez.... um baú de milagres a colecionar!

E para meu amigo, que me inspirou este post, quero deixar a mensagem... Diminua sua cabeça, aumente seu coração, vista seus sapatos e "LUZ, CÂMERA, CORAÇÃO".  Vai valer a pena. Pode crer.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ostra feliz não faz pérola

Nesta última semana conheci um montão de gente nova, gente que jamais teria conhecido se não estivesse ido lá.....

Entre um papo e outro, uma pessoa virou para mim e perguntou:
- Rinara, é verdade que você é viúva?
- Sim. há 6 anos.
E como sou muito faladeira, contei toda a história.... E veio a pergunta:

- E você já se recuperou? Quanto tempo levou para se recuperar?

Não me lembro bem a resposta, mas não me esqueço desta pergunta. Fui para casa pensando nisso e em tantas outras coisas que aprendi, que passei e que vivi.... Agora tenho condições de responder:

São muitas coisas a serem recuperadas num processo de perda, pelo menos para mim! E divido a minha resposta em 3 partes.

Da ausência da pessoa amada, sim já me recuperei. E me recuperei porque tenho certeza que durante o tempo que vivemos intensa e exclusivamente sua doença, fui além das minhas forças e das minhas possibilidades para proporcionar bem-estar para meu marido e para meus filhos, para fazê-lo se sentir amparado e para aparar todas as arestas que "construímos" na nossa convivência. Me entreguei de corpo, alma e serviço e isso me deu a libertação na sua partida. Fiz o melhor. Fiz a minha parte.

Da ausência da família, não. Não me recuperei e nem sei se vou me recuperar.... Muuuitas coisas ficaram por fazer. Comprar a primeira, a segunda, a última casa. Fazer a viagem dos sonhos. Estudar os filhos. Formar os filhos. Casar os filhos. Ver os netos nascerem. Todas essas coisas, todas estas datas que vão acontecer, mas que sempre vai faltar a foto completa, a festa completa. Enfim.... sempre vai faltar.

Das realizações financeiras, do trabalho, das conquistas. Este estou em processo... andando um passinho de cada vez, agora com um lugar para chegar. Confesso que entre 2007 e 2012 só fiquei em algum lugar, esperando alguma coisa acontecer. E nada acontecia.
De repente acordei do pesadelo e vi que eu precisava fazer as coisas por mim. Depois que comecei a construir um caminho, a fazer coisas pequenas, comecei a andar devagarinho estou chegando aqui.... no início do caminho da minha recuperação. Agora tenho sonhos, agora tenho metas, agora tenho que atingir o alvo, agora tenho pessoas que passaram por minha vida e que me ajudaram a abrir a cortina, a janela, sentir o cheiro do mato, da vida, dos acontecimentos, sentir o cheiro da chuva, ver o arco-íris.

Sou feliz sim. Estou realizando sim. E estou me recuperando ainda. Estou fazendo minha pérola para meus filhos, para o mundo, para eu ter orgulho da minha história, durante e ao final da minha caminhada! Sou ostra feliz, com um grão de areia dentro do peito, que me faz sentir a dor.... a dor que faz a pérola nascer.

terça-feira, 11 de março de 2014

Meu último post terminou assim...
"E agora quero PALPITES e PALPITES e PALPITES! ...Se eu fosse você... "
Quando eu o escrevi, sabia que corria um enorme risco de não ser respondida, ou melhor, de não sensibilizar ninguém, mas corri o risco. Tentei!
Ainda não tinha recebido uma mensagem sequer a respeito do post. Não fiquei frustrada, mas fiquei imaginando o porque deste fracasso.... Penso em algumas hipóteses:
- ninguém quis se arriscar a dar palpites num assunto tão sério;
- as pessoas cada que passa se interessam menos pelos outros;
- que frescura dessa menina, quer palpite pra que, a vida dela já é muito boa;
- que eu devo me meter menos na vida dos outros, isso talvez esteja fora do moda, se é que algum dia já esteve lá, enfim....

Mas no último final-de-semana eu tive uma surpresa!!! Recebi uma mensagem e parte dela dizia assim: "Espero que encontre seu sonho, mas continue sempre se divertindo no caminho..."

Esta frase está me fazendo pensar muito! Achei fantástica. Achei esta frase "eu". Preciso e me divirto. Preciso também me organizar. Organizar a alma, os sentimentos, o pensamento, a vontade!
Eu achava que estava bem, tudo bem. Sou uma pessoa recuperada, já virei a página e tal, mas não é assim. Tem um tempo que fiz um curso que se chama organização de armários. Quando eu o concluí, mesmo durante, eu percebi que nada estava bem! Assim como minha casa estava desorganizada meus pensamentos e sentimentos também estão. E a organização pode começar de fora, o importante é começar... Comecei arrumando armários, já se vão várias semanas nesta labuta. Quanta coisa desnecessária tenho na minha vida! Tanto lixo ocupando espaço. Tanta coisa velha impedindo o novo de se fazer presente. Contas velhas.... roupas velhas, rasgadas, comidas por traça.... sapatos estragados.... papéis.... pilha que não funciona..... remédio vencido...... e no meio de tanta coisa eu encontrei:

"Queridos familiares,
Eu sei o quanto vocês estão sofrendo
tanto com a perda , que estão fracos,
com dores, chorando dia e noite. Eu 
sei disso pois é o que estou passando
agora, mas uma coisa que aprendi
nestes 2 meses foi, qualquer que seja
a tristeza, a falta dele , o nosso sofrimento,
ele já está em um ótimo lugar, à Direita
de Deus e nos ajuda lá de cima, como
uma estrela. Eu escrevi isto pois já
estava cançado de guardar isso para mim.
Eu sinto amor, ódio, tristeza e dor mas
sei que ele estará para sempre no 
nosso lado."
13/11/2007
Guilherme Cunha Ribeiro

Não estou inventando, não estou criando. É verdade. Palavras de uma criança de 11 anos, que acabara de perder o pai, mas que jamais perdeu a fé!
Esta fé vem com certeza me acompanhando desde a notícia do fim. Desde tudo que passei no meio. Desde o novo início. E dela não largo e ela me faz em minutos ou horas, depois de acordar de mal-humor porque a vida não está do jeito que planejei, porque não sou madame, porque tenho que cumprir a obrigação e etc etc etc, sorrir e me divertir no caminho.

A melhor mensagem! 
Um bom momento: organizar!
A fé de que a minha vida é traçada por Deus e eu tenho que andar. Em frente, para frente. 
That´s all folks.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Vem! Me ajude! Me ilumine! Amém!!!

Estou há muito tempo afastada daqui... Estou há algum tempo me afastando de mim! Desde que fui para o brejo, venho enchendo minha vida de sonhos e planos. Uma vontade enorme de fazer diferente. Fechar um livro e guardar ali no cantinho. Abrir outro em branco! Passei dias de muita euforia... deslumbrada com as possibilidades, com a vida de à toa, não podia ser vida de madame porque não tinha rendimentos e muito menos mesada... Mas ser dona do meu tempo, do que eu queria fazer foi maravilhoso e chego a acreditar que seja um dom! Que seja algo que poucos conseguem.
Muito pouco tempo depois dessa euforia e deste encantamento, sou convidada a voltar a trabalhar em uma empresa, com TI... enfim, voltar para a janela da cortina fechada. Aqui não tem cortina, as janelas estão no alto, são estreitas e dá para ver só um pedacinho do céu.  Não dá para ser dona baratinha, muito menos para passar o olho no que acontece lá fora. Para isso tenho que me levantar e andar até a porta... e na  porta me deparar com uma área enorme, meio verde meio cinza, com alguns quero-quero andando, voando, cantando, um pé de goiaba, às vezes um pica-pau. Estou em Contagem, longe de casa o dia inteiro.... Vivo para trabalhar e trabalho para sobreviver. Abri mão da convivência do dia com meus filhos, abri mão de tentar escrever um livro diferente e fico aqui, olhando por esta frestinha e pensando: Será que estou certa? Vem uma sensação enorme de que estou parada, estagnada, sem jeito de ser alguma coisa... cada dia mais sufocada! E fico pensando o quão dramática estou sendo?! 
Penso pouco no desejo antigo de ser madame. A terapia me libertou destes pensamentos que pouco me ajudam a andar para frente. Penso muito no motivo de tanta falta de realização e tanta falta de emoção, a resposta que vem é a falta do sonho... Sonho que nunca tive sonho difícil de ter.
Para 2014 tenho metas muito diferentes das que tive até agora. Não quero mais viver para trabalhar! Quero trabalhar para viver. Viver bem! Viver em paz! Viver feliz! Viver produtiva! Quero encontrar um sonho e lutar por ele, para me fazer ainda mais corajosa. Para ter a coragem de colocar a luz no fim do túnel e não me cansar de andar para chegar até ela. Independente dos buracos, das curvas, da estrada... da longa e sinuosa estrada...
Para isso estou aqui hoje, duas cabeças pensam melhor do que uma, muitas cabeças pensam melhor ainda! Quero sua opinião. Que tanto devo ser corajosa? Que tanto devo me arriscar? Que sonho devo ter? Sou uma pessoa que adora dar palpite na vida dos outros... faça assim, faça assado, veja como é fácil! 

E agora quero PALPITES e PALPITES e PALPITES! Palpites para me inspirar, palpites para me aterrissar, palpites para me emocionar, enfim palpites! Comece seu palpite assim:
Se eu fosse você... E se você não quer dar palpites, que tal me contar uma história de um sonho realizado!?
Prometo que um vai ganhar um presentinho da Vaquinha... da Vaquinha que foi pro brejo!

Vem! Me ajude! Me ilumine! Vou ser grata! Amém!!!



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Então é Natal!!!

Então é Natal e o Ano Novo está ali, bem na nossa frente, todo rebolante e chamando nossa atenção!!!
E 2013 puf, vai virar pó. Ainda dá tempo de fazer muita coisa, mas não dá tempo de fazer tudo... Não sei se já contei aqui, mas tenho uma voz (que eu a chamo de vozinha) que me acompanha e que com certa frequência me visita e antecipa umas novidades da minha vida.
Em outubro/12, estava eu, descendo a Grão Mogol, rumo ao trabalho e lá veio ela... Parece uma pessoa, que te conta um segredo no ouvido, e disse assim:
- Rinara, se prepara. 2013 vai ser punk. Você vai ficar sem empregada por um tempo e você vai ficar desempregada, chegou a hora.
- Como em todas as vezes, eu viro para ela e respondo: valeu bacana! Só notícia boa hein, mas obrigada... Vamos lá!
E mais uma vez, ela acertou.... como em tantas outras....
Em novembro/12 a empregada pede conta e eu fico sozinha até março. Aula, horário, revolução na minha vida, mas passou e tudo se resolveu. O que me trouxe? Mais servir, mais dispor, mais aprender, mais de mim para meus filhos.
Em setembro/13 fiquei desempregada. Foi uma boa revolução, me sacudiu, me despertou e muito me libertou. As janelas se abriram e muito mais que isso, eu me abri e estou deixando o novo entrar... e ele vem entrando com força e com vontade.
No intervalo dos 2 acontecimentos muitos outros se sucederam, mas não foram anunciados... Tive que cuidar da depressão. Tive que experimentar a dor de me separar de pessoas que gosto muito de uma forma, eu diria, até meio traumática. Tive que reconhecer meus erros e pedir perdão. Tive que colocar limite nas relações. Tive que experimentar novas convivências e amizades. Tive que aprender a criar alternativas para minha vida, para meus pensamentos ruins, para mim mesma.

Hoje começo a me despedir de 2013 agradecida, livre, leve, solta! Cheia de novidades que antes não tinha ou não enxergava.
Deixo de ser lagarta. Largo para trás o ar cansado, desmotivado e meio que entregue à minha "falta de sorte", que tomou conta de mim nestes últimos anos.
Transformei borboleta. Voando em novos sonhos, novas possibilidades e novas alternativas que estou criando para minha vida. Hoje tenho uma nova imagem, estou viva de novo! Segundo o Guilherme saí de casa Brasileira e voltei Francesa, mas muito mais que isso, estou madura. Como diz uma amiga:
- Quando você conhecer a maturidade dos 40, nem vai sentir falta do corpinho de 20. Duvidei, mas como ela estava certa!!!

E...
Em 2014 terei que ser ainda mais forte que fui até agora.
Em 2014 quero ser ainda mais forte que fui até agora.
Em 2014 quero realizar sonhos descobertos em 2013.
Em 2014 quero ajudar as pessoas a se transformarem borboleta!
Novos desafios, novas experiências na vida, nova forma de trabalhar e de ver a vida, é o que me espera bem ali na próxima esquina.

E para você e para 2014, eu desejo o necessário! Um dia li isso, a gente não precisa de muito, apenas do necessário! Amém...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Que sejam felizes até que....

Eu tenho um problema sério, seríssimo com casamento! Ao receber o convite, já me sinto a noiva. Fico dias pensando só nisso... no vestido, no sapato, na festa, como tudo será.
Este problema seríssimo me acompanha desde a infância... sempre sonhei com casamento, com o dia do meu casamento, como seria e como continuaria...
O meu casamento começou lindo, lindo mesmo. Tudo perfeito. Vestido perfeito, noivo perfeito, cerimônia perfeita. Só não teve festa e isso não recomendo para ninguém. Casou tem que festejar. Festa de gala!
O meu casamento transcorreu como todos os outros, ou a maioria (não sei). Altos e baixos, amor e ódio, vontade de ficar e vontade de sumir. Enfim, muito diferente do sonhado, mas muito real.
O meu casamento acabou antes da hora. Não posso dizer que acabou mal, porque ele me deixou muito crescimento, aprendizado, amor, filhos lindos e ótimos. Ele acabou pela vontade de Deus, que buscou meu marido e levou-o de volta para o céu... e desde então meu sério problema com casamento só aumentou!!!

Hoje além de ter sério problema com casamento, EU MORRO DE INVEJA DA NOIVA, tenho que ficar na beirada do banco para ver o cortejo, tenho que prestar atenção em tudo, tenho que ficar lá sonhando com a vida dos noivos, com uma vida para os noivos... Sabem que fica até muito engraçado. Eu choro, eu rio, eu concordo, eu discordo. Me desanima ver esse tom comercial que a celebração religiosa se tornou. Fotos, filmagens, puxa e estica véu, enfim... muitos vão para ver o desfile, poucos vão para ver e abençoar a cerimônia. Cerimônia linda... "ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor"....

Outro dia revivi todas essas sensações. Mais um momento feliz! Mais um momento quase noiva! Teve casamento para eu ir!!! Na igreja chego à conclusão que nasci para casar, acho este evento lindo demais. O mais lindo de todos os lindos... Choro, sorrio, me recordo do meu, desejo outros tantos, para ir, para mim e para todas que também tem este sonho. Toda mulher que sonha em casar, tinha que ter o direito de realizar. Com pompas e circunstâncias! Vestido, véu, buquê, festa, valsa e bolo. A vida tem que ser assim. Todos os símbolos comemorados, tudo colocado no seu devido lugar. E que em todo lugar tenha festa e que a festa seja de arrasar.

Mais um dia muito feliz aqui no brejo, foi lindo!

Parabéns aos noivos! Para eles desejo amizade, respeito, fraternidade e paz... Nada daquilo de continuar como quando eram namorados. Deem ao casamento a dimensão e o valor que ele tem. Construção. Deem um ao outro aquele pouquinho a mais que a gente guarda para quem merece.

Não posso encerrar este post sem contar para vocês o melhor de todos os acontecimentos. Fui de acompanhante do meu namorado, pois não conhecia NINGUÉM, num casamento de alguém da família dele. Eu simplesmente chorei do início ao fim, de soluçar!
Na recepção a mãe do noivo chegou perto e disse assim:
- Rinara, você estava parecendo a namorada que foi abandonada e veio se certificar que o ex estava mesmo casando.
Só rindo né... e quem não quiser passar vergonha, fique longe de mim, porque vou "aprontar".... com todo meu entusiamos. A maquiagem que se segure...

Vai casar? Que tal me convidar!?!? Só não disputo (à tapa) o buquê por vergonha!!!

Sermão do Padre na maioria dos casamentos...
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."